Internacional

Trabalhadores e jovens em ato contra o desaparecimento dos 43 estudantes mexicanos

16 Dec 2014   |   comentários

Os jovens e trabalhadores cortaram a Av. Paulista e com as fotos dos estudantes desaparecidos nas mãos, contaram até 43 e exigiram “Vivos os levaram, vivos os queremos!†.

No dia 10 de dezembro o Movimento Nossa Classe, que organiza trabalhadores de várias categorias e é impulsionado pela LER-QI e independentes, Juventude às Ruas, foram àAv. Paulista para se manifestar contra o desaparecimento dos 43 estudantes normalistas mexicanos da cidade de Iguala por ação do Estado associado ao narcotráfico. Também participaram da manifestação outras organizações da esquerda, como o Juntos e a CST.

Os jovens e trabalhadores cortaram a Av. Paulista e com as fotos dos estudantes desaparecidos nas mãos, contaram até 43 e exigiram “Vivos os levaram, vivos os queremos!†. Essa ação foi parte de uma campanha de solidariedade internacionalista, que deve ser tomada por todas as organizações da esquerda, dos trabalhadores, da juventude e de Direitos Humanos. A situação aberta no México desde o desaparecimento dos estudantes é de grande crise política e social. Diversas mobilizações que chegaram a reunir centenas de milhares de pessoas estão questionando crescentemente o governo de Enrique Peña Nieto, do PRI, enquanto sedes do PRD, partido cujo prefeito de Iguala e mandante do desaparecimento dos estudantes, também são atacadas por manifestações. A palavra de ordem “que se vayan todos†! (que se vão todos) ecoa pelas ruas mexicanas, expressando a percepção de que toda a casta política governante dos principais partidos do país está envolvida na perseguição e assassinato de estudantes e ativistas. Por isso, o apoio às manifestações mexicanas, é uma das tarefas mais importantes para todos os que se colocam como parte da esquerda.

Quem explica a ausência do PSTU e da Conlutas?

Entretanto, dentre as diversas organizações que participaram do ato de São Paulo, o PSTU, que é a principal direção da Conlutas, não esteve presente. E isso apesar de que na última reunião realizada pela Conlutas na cidade do Rio de Janeiro uma das resoluções votadas foi justamente impulsionar esse ato no dia 10 de dezembro. Ou seja, não apenas o PSTU não foi, como ainda não levou adiante uma resolução votadas na Conlutas. Como explicam isso? Essa é uma demonstração de que o PSTU pode escrever muitas linhas para se declarar internacionalista, mas na prática a importância que deu para essa que hoje é uma questão fundamental das lutas dos trabalhadores em âmbito internacional foi nula.

Reafirmamos que o internacionalismo revolucionário não é feito apenas de análises ou declarações, mas de ações como essa que impulsionamos em apoio àluta dos trabalhadores e do povo mexicano. É preciso seguir as mobilizações em nosso país, e intensificá-las.

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