Educação

Professores Pela Base/Movimento Nossa Classe

2014 CHEGA AO FIM... UM PRIMEIRO BALANÇO

16 Dec 2014   |   comentários

O ano de 2014 chega ao fim da forma como começou, desorganizado, desrespeitoso com os professores. E essa situação tem responsáveis diretos e indiretos. Esse ano já se iniciou com o adiantamento do calendário, ou seja, tivemos menos férias, tendo que retornar para atribuição no meio de janeiro.

O ano de 2014 chega ao fim da forma como começou, desorganizado, desrespeitoso com os professores. E essa situação tem responsáveis diretos e indiretos. Esse ano já se iniciou com o adiantamento do calendário, ou seja, tivemos menos férias, tendo que retornar para atribuição no meio de janeiro.

Logo nos primeiros dias já tivemos uma amostra do que seria o ano. Muitos colegas da categoria O, isto é contratados precários, sem aulas, e outros perdendo as aulas no decorrer do semestre, devido as atribuições dos concursados. Esse procedimento até então inédito, efetivação a conta gota durante o ano todo, gerou sérios problemas pedagógicos, turmas que mudaram diversas vezes de professor no decorrer do ano, e profissionais, uma vez que nunca sabíamos se teríamos ou não trabalho no próximo mês, um escândalo.

Depois tivemos o adiantamento das férias, gerando outro transtorno pedagógico, quebrando o ritmo das aulas, tudo por conta da Copa do Mundo. Isso demonstra que os mesmos governantes e meios de comunicação que se lançam contra os professores quando esses fazem greve, por “atrapalhar o ano letivo†, não hesitaram em acabar com as aulas para garantir a Copa. O segundo semestre não foi menos conturbado. Agora é a falta de água nas escolas da periferia, que embora não assumida é um fato incontestável. Alunos sendo liberados mais cedo por total falta de possibilidade de trabalho.

Por fim, passadas as eleições, o governo do estado começa a realizar um corte de verbas da educação, traduzido na suspensão das verbas de manutenção e material de limpeza, temos visto nas redes diversos colegas denunciando a falta de sabonete, toalhas de papel, papel higiênico, copos descartáveis e um sem numero outro de produtos. E agora soubemos que o governo do estado está cortando a verba para transporte dos alunos.

O que esperar de 2015?

O governo do estado segue com a politica de destruir a educação, no orçamento enviado para ALESP o previsto para educação é menos que gasto em 2014, não constando previsão de aumento salarial. Seguimos com a duzentena, ou seja, os professores categoria O que estão com seu contrato vencendo, terão que ficar 200 dias impedidos de lecionar na rede, uma vergonha!!

Os responsáveis

Dizer que o governo do estado é o responsável por essa situação é chover no molhado. O que é preciso dizer é que se é verdade que temos que lutar contra esse governo que tanto mal faz para a educação e os professores, é verdade também que para derrotá-lo, temos um adversário travestido de aliado, isto é, a direção de nosso sindicato a APEOESP. Fomos um das poucas categorias que não saímos em greve esse ano de 2014, e durante o primeiro semestre perdemos, por responsabilidade da direção petista e do PCdoB, a oportunidade de realizar uma grande greve estadual da educação, em um dado momento se encontravam em greve os professores municipais de SP, as universidades paulista e o Centro Paula Souza. Somente os professores estaduais não nos mobilizamos, e justamente por isso são os mais atacados e em pior situação.

Se o governo é o primeiro responsável, e se a direção do sindicato tendo a frente a Chapa1 e Bebel são os segundo responsáveis, é verdade também que as oposições estiveram muito longe de cumprir com as responsabilidades outorgadas nas eleições sindicais do meio ano. O Chamado Bloco, composto pelo PSOL, que nas eleições sindicais, já demonstrava total capitulação a Chapa 1, em seus matérias não continham criticas a direção do sindicato, aprofundou sua adaptação ao aparato sindical, tendo uma participação liliputiana no ato do dia 05 de dezembro, sobre a categoria O.

Também a Oposição Alternativa, esteve muito aquém das necessidades e possibilidades que a ela é devida. Passamos o segundo semestre sem nenhuma plenária dos militantes que compusemos a ex Chapa 4. Nos momentos mais importantes não conseguiu ser realmente uma Alternativa, fruto disso, tem aprofundado sua crise e perda de espaço , principalmente de sua corrente mais importante o PSTU.

É preciso criar uma nova tradição de luta

Nossa jovem corrente Professores Pela Base, que integra o movimento Nossa Classe, tem reafirmado que é preciso criar uma nova prática política e sindical. Depois de alguns anos de acumulo de forca podemos dizer, com orgulho, que começamos a realizar essa tarefa histórica.

Nos anos anteriores realizamos um forte trabalho de base, a começar pela Zona Norte de São Paulo e Campinas, organizamos as principais ações das greves dos últimos anos. Esse paciente trabalho, nos permitiu a dar um salto em nossa atuação, a começar pelo peso sindical demonstrado nas eleições da APEOESP. Nosso peso na convenção da Oposição Alternativa, nos possibilitou entrar pela primeira vez na Direção Estadual da Apeoesp, e aqui também começamos a construir uma outra tradição, sendo os únicos diretores que não recebem nenhum beneficio da burocracia.

2015 será um ano de mais ataques aos trabalhadores, é preciso que desde já organizemos a luta, não é possível que 2015 repita 2014, onde deflagramos a campanha salarial em março e até agora nada. Nesse sentido chamamos a todos a se integrarem em nossa corrente e desde sua escola organizar a luta.

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