Educação

Os milhares nas ruas de Curitiba e a greve em Brasília mostram o caminho para os professores de todo o país

26 Feb 2015   |   comentários

Ato em Curitiba dia 25/02, em meio à greve que já dura 16 dias.

Milhares de professores tomaram as ruas de Curitiba ontem 25/02, como parte de mais uma batalha na greve que já dura 16 dias. Nessa luta marcada por vários momentos intensos de combate contra o governo, os professores ocuparam duas vezes a Assembleia Legislativa do Paraná e colocaram os deputados para correr, impedindo assim que o “pacotaço†de ataques fosse votado.

A greve do Paraná marca um importante momento na luta contra a precarização da educação, mas os professores do Paraná não estão sozinhos! Enquanto as ruas de Curitiba eram tomadas por cerca de 45 mil pessoas, os professores da rede pública de Brasília decretaram greve, contra as jornadas de trabalho extenuantes e pelo pagamento de salários e 13º atrasados.

Em Brasília, o berço da pátria educadora propagada por Dilma em sua campanha eleitoral, o governo do Estado, com Rollemberg (PSB) a frente, diz que não tem como pagar nada e ainda busca declarar a greve como ilegal. O governo diz que os cofres do Distrito Federal estão vazios, então deve mostrar toda a prestação de contas estaduais para a população, pois o dinheiro que “falta†para a educação deve ser tirado dos imensos lucros que as grandes empresas capitalistas seguem acumulando as custas da superexploração dos trabalhadores.

Assim como no Paraná e em Brasília, os professores paulistas sofrem com o desemprego, a superlotação em sala de aula, os salários baixos e a incerteza de qual o futuro para a educação pública, já que frente a crise de endividamento dos estados, a prioridade dos governos é manter o lucro dos empresários e por isso, os cortes no orçamento são nos setores essenciais do serviço público como saúde e educação.

Para o dia 13/03 a assembleia dos professores de São Paulo está marcada, milhares estão na esperança de que uma grande greve seja construída. A greve em São Paulo pode se ser parte de uma luta nacional contra os ataques a educação! Essa é a tarefa dos professores de todo o país e deve ser impulsionada pelo conjunto da esquerda. Unificando as lutas somos mais fortes e poderemos derrotar os ataques a educação pública que acontecem em todo o país.

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