Direitos Humanos

Folha e Estadão divulgam campanha dos trabalhadores da USP contra estupros na Faculdade de Medicina

14 Nov 2014   |   comentários

Jornal entrevista Diana Assunção.

TRABALHADORES DO HOSPITAL UNIVERSITÃ RIO

TRABALHADORES DA FACULDADE DE ODONTOLOGIA

TRABALHADORES DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO

LEIA ABAIXO O ARTIGO PUBLICADO NA FOLHA DE SÃO PAULO:

Funcionários da USP (Universidade de São Paulo) têm feito um protesto silencioso em apoio as vítimas de estupro, homofobia e racismo dentro da universidade. Nesta semana, alunas relataram na Assembleia Legislativa os abusos sofridos durante festas da Faculdade de Medicina da USP.

A funcionária da USP, Diana Assunção, 29, diz que a ideia é dar apoio as vítimas e acabar com o silêncio que existia dentro da faculdade sobre o assunto."Foi quebrado o pacto de silêncio que existia na faculdade. Isso precisa ser discutido para lutarmos contra toda a forma de opressão", comenta Diana.

"A ideia é ampliar a campanha e que os casos sejam denunciados. Os agressores não podem ficar impunes", diz Diana, que é diretora do Sintusp (sindicato dos funcionários da USP).

A diretoria do Sintusp divulgou uma nota onde pede que seja feita uma ampla campanha contra a violência e pede atenção dos funcionários da USP para repudiar "com firmeza toda a violência e estupro contra as mulheres", encerra a nota.

Procurada após os casos virem àtona, a Faculdade de Medicina da USP informou que "se coloca de maneira antagônica a qualquer forma de violência e discriminação (com base em etnia, religião, orientação sexual, social) e tem se empenhado em aprimorar seus mecanismos de prevenção destes tipos de casos, apuração de denúncias e acolhimento das vítimas."

A instituição informou ainda que criou uma comissão com professores, alunos e funcionários para "propor ações de caráter resolutivo quanto aos problemas relacionados às questões de violência, preconceito e de consumo de álcool e drogas."

A Folha mostrou na edição desta sexta-feira que o médico patologista Paulo Saldiva, 60, que presidia a comissão que apura as denúncias de abuso sexual na USP, pediu afastamento da instituição nesta quarta (12).

Ele está de licença-prêmio (90 dias de licença sem prejuízo dos vencimentos), mas diz que deixará o cargo de professor titular que ocupa na universidade desde 1996.

A decisão veio após audiência pública na Assembleia Legislativa em que foram relatados oito casos de violência dentro da USP, entre os quais dois de estupro em festas organizadas na universidade.

Em entrevista àFolha, Saldiva afirma que "cansou de engolir sapo" e que o escândalo foi a "gota d’água" para sua saída, embora existam outras causas como o desejo de parcerias com outras universidades, o que é vetado hoje pelo regime de trabalho na USP (dedicação exclusiva).

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