Movimento Operário

Zago, Alckmin e fundações: tirem as mãos da USP!

19 Aug 2014   |   comentários

A máscara da Reitoria caiu. Para os que ainda tinham dúvida a Reitoria apresentou oficialmente propostas para o reequilíbrio financeiro da USP. O pacote de maldades da traz um Plano de Demissão Voluntária para demitir cerca de 3.000 funcionários do quadro atual.

A máscara da Reitoria caiu. Para os que ainda tinham dúvida a Reitoria apresentou oficialmente propostas para o reequilíbrio financeiro da USP. O pacote de maldades da traz um Plano de Demissão Voluntária para demitir cerca de 3.000 funcionários do quadro atual. O Reitor não diz o que fará caso essa meta não seja alcançada “voluntariamente†– pois muitas vezes é por pressão e assédio moral. Também apresentou o projeto de flexibilização da jornada de trabalho com redução salarial. Zago diz que a crise foi causada por excesso de contratação de funcionários, mas a verdade é que entre 1989 e 2012 o número de cursos de graduação cresceu 98%, o número de alunos de graduação, mestrado e doutorado cresceu 94%, e o número de professores cresceu somente 4%, enquanto o número de funcionários diminuiu 5%!!! Isso mostra o que já sabemos: faltam funcionários em muitos setores, e a consequência é sobrecarga, adoecimento e acidentes de trabalho, que só vão piorar com essa redução da jornada de trabalho e corte de quase um quinto dos postos de trabalho!

Neste mesmo pacote, está incluída a desvinculação do Hospital Universitário e do HRAC de Bauru (Centrinho) passando para a administração das fundações privadas ligadas àFaculdade de Medicina. A permanência estudantil também seria repassada para gerenciamento do Estado, ferindo a autonomia universitária. As bilionárias obras inacabadas segundo o Reitor também “seria bom que o Estado se responsabilizasse†. Na Folha de São Paulo o Reitor também disse que poderia dar reajuste salarial (inflação) no caso de todo esse plano ser implementado! Quer trocar nosso salário pelo desmonte da USP, por mais 3.000 postos de trabalho fechados através do PDV, além dos empregos do HU e do HRAC que ficariam na USP “até serem gradativamente substituídos†, ou seja demitidos. Não podemos aceitar!
ABAIXO O CORTE DOS SALÃ RIOS! TODOS CONTRA O DESMONTE A UNIVERSIDADE

Como fica claro o processo de desmonte da USP está em curso e a condição para que a reitoria e o governo consigam implementá-lo é derrotar o que foi o maior obstáculo para isso: a luta dos trabalhadores, estudantes e professores. Por isso, atacam o direito de greve cortando os salários dos trabalhadores em greve, usando a força policial e a “justiça dos ricos†.

Isso coloca uma tarefa clara: a mais forte unidade entre trabalhadores, professores e estudantes, e mais ainda a unidade com a população de fora da universidade para defender a USP lutando para que esta esteja a serviço da maioria da população. Lutamos por mais verbas para toda a educação pública e abertura dos livros de contabilidade da USP. Não vamos pagar pela crise! Exigimos cotas raciais proporcionais e fim do vestibular, porque todo jovem tem direito de estudar! E agora é também preciso exigir: abertura de negociação, pagamento dos dias descontados e retirada dos processos e multas contra o Sintusp, bem como a reintegração de Brandão e de todos os demitidos.

Num momento em que o governo avança em seu projeto de desmonte, é hora de dizer que estes burocratas e reitores não podem governar a USP. Por isso trabalhadores, professores e estudantes devem, pela força da mobilização, tomar os rumos da USP em suas mãos!

CONSTRUIR UM FORTE TRANCAÇO DIA 20 DE AGOSTO!

FORA FUNDAÇÕES PRIVADAS DO HU E DO HRAC!

A Reitoria também confirmou a denúncia que o Sintusp vem fazendo há meses, de que Zago pretendia desvincular o Hospital Universitário e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) entregando os dois hospitais para a Secretaria Estadual de Saúde. Uma das principais bandeiras dos trabalhadores do HU é a não desvinculação, mas muita gente dizia que isso não tinha fundamentos.

Agora não há mais dúvidas! Mais do que nunca é a hora de lutarmos todos juntos! Se não impedirmos a desvinculação pela força da greve, ela será concretizada e o HU será entregue para a gestão de uma Organização Social (OS) mantendo os funcionários até que sejam gradualmente substituídos. O emprego de todos que trabalham no HU e no HRAC está em risco.

Nossa greve continua forte e deve tomar a bandeira dos Hospitais Universitários com toda a força. A população já começa a perceber que a privatização destes Hospitais significará uma grande perda de qualidade e atendimento para os trabalhadores e a população mais pobre, por isso também é fundamental uma aliança entre os trabalhadores da USP e do HU com a população da região.

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