Nacional

FILIAÇÃO DEMOCRà TICA

Utilizar as eleições para avançar as ideias revolucionárias e a organização

11 Nov 2013   |   comentários

A antidemocrática legislação brasileira impede que organizações revolucionárias obtenham o registro legal de partidos (até o Rede, de Marina Silva, com apoio burguês concentrado não conseguiu cumprir as exigências legais), além do que obriga a qualquer candidato estar filiado a um partido um ano antes do pleito (5 de outubro deste ano). Depois de contatos com três partidos que estão no campo da esquerda anti-governista, conseguimos nos reunir formalmente com o PSOL e o PCO, que, num gesto político de valor, decidiram nos conceder a filiação democrática para o lançamento de candidaturas a deputado estadual e federal em 2014 em SP e no Rio. O PSTU, apesar de duas tentativas frustradas de encontro, um de seus dirigentes informou que na primeira semana de outubro (prazo final legal) agendaria uma reunião conosco, porém até hoje não recebemos qualquer comunicação, o que na prática significou negar a filiação democrática. É lamentável que organizações que se reivindicam trotskistas como o PSTU neguem espaço democrático para que organizações do movimento operário possam expressar suas posições nas eleições burguesas.

A filiação democrática é, ou deveria ser, tradição entre organizações da esquerda e por isso lançamos mão desta tática para poder expressar nas eleições de 2014 as posições que consideramos mais acertadas para desenvolver a luta dos trabalhadores e da juventude com uma política revolucionária. Vale ressaltar que as filiações democráticas tem como acordo a total liberdade de críticas (tanto de quem concedeu como de quem recebeu) em relação as organizações envolvidas.

Publicamos abaixo a carta que enviamos ao PSTU até hoje sem respostas:

À direção do PSTU

Companheiros e companheiras,
Nos dirigimos a vocês na pretensão de formalizar reunião para debater a possibilidade de concessão de filiação democrática a alguns militantes de nossa organização, considerando as limitações antidemocráticas das leis eleitorais que impedem a legalização de organizações classistas e revolucionárias e a apresentação de candidaturas às eleições.

Em 2009 procuramos a direção do PSTU e conseguimos um protocolo em que este partido nos concederia a filiação democrática e a possibilidade de duas candidaturas às eleições de 2010. Infelizmente, por decisão da direção do PSTU, o protocolo não vingou e não chegamos a formalizar as candidaturas.

Por intermédio do dirigente Dirceu Travesso conseguimos marcar uma primeira reunião com ele para tratar do assunto, porém (...) o companheiro Didi nos informou, na segunda-feira última, que não poderia estar presente, remarcando para a última quarta-feira. Todavia, neste dia também não foi possível, conforme comunicação telefônica da parte da filha do companheiro Didi desmarcando (...).

Em vista das dificuldades para nos reunir com o companheiro Didi, informamos o companheiro hoje que formalizaríamos o pedido de reunião e por isso voltamos a procurar a direção do PSTU para, mais uma vez, apresentar formalmente a proposta de concessão de filiação democrática. O companheiro Didi nos informou que entraria em contato com outros dirigentes para marcarmos uma reunião até amanhã.

No aguardo.

Saudações trotskistas
Diana Assunção, pela direção da LER-QI
São Paulo, 26 de setembro de 2013

Texto atualizado as 17:00 do dia 11 de novembro

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