Movimento Operário

Um novo marco na construção do Movimento Nossa Classe

07 Sep 2014   |   comentários

Com uma delegação de quase 50 trabalhadores da USP, uma importante delegação de membros do comando de greve dos trabalhadores da Unicamp, além de dezenas de professores, metroviários e representantes de bancários, carteiros, trabalhadores da indústria metalúrgica, de alimentação, terceirizadas da limpeza e outras categorias, fizemos um primeiro encontro regional do Movimento Nossa Classe (MNC). Garis do RJ que não puderam estar presentes enviaram uma emotiva saudação em vídeo.

O MNC foi fundado com mais de 200 trabalhadores no Encontro “Façamos como os garis†. Nosso movimento avançou principalmente por sua atuação na luta de classes, participando ativamente na greve das estaduais paulistas, tendo na USP nosso trabalho mais destacado, mas agora também avançando na construção de uma alternativa para os trabalhadores da Unesp e Unicamp. Também tivemos, a partir dos companheiros do Metroviários pela Base (que constroem o MNC), uma importante atuação na greve dos metroviários de SP. Para além dessas campanhas salariais, estamos em cada categoria avançando na construção do MNC a partir das lições que deixaram as greve dos garis e das estaduais paulistas (principalmente dos trabalhadores da USP), que se expressaram em dois jornais nacionais que fizemos e que chegaram a dezenas de milhares de trabalhadores em todo o país; também pela via do novo blog que lançamos (movimentonossaclasse.blogspot.com.br) e da nossa página no Facebook, que já conta com mais de 1500 seguidores. Com essas lições e ferramentas, estamos em cada categoria nos dedicando a um trabalho de base sistemático e a atuar para que mais trabalhadores se incorporem na atuação sindical e política em cada categoria, e se interessem por se formar teoricamente para encarar os grandes desafios que temos pela frente. Foi esse trabalho que se expressou nesse encontro regional em um grande avanço de construção do movimento.

O encontro regional debateu as lições da greve das estaduais paulistas, retomando também as lições que deixaram a luta dos garis como vitória e a dos metroviários como derrota. Os exemplos da USP, como a democracia operária, a importância de um sindicato combativo como o Sintusp, que mostra o sentido da luta por recuperar os sindicatos como ferramentas de luta, o estímulo ao ativismo militante da categoria para que atue como sujeito, a política para ganhar a população para uma aliança na luta pela educação e saúde pública (superando o economicismo), não retroceder frente aos primeiros ataques (como foi o corte de ponto) se ainda houver forças para resistir, são algumas das lições que debatemos no encontro e que são fundamentos desse movimento nacional, o Nossa Classe, que é novo, mas a adesão dos trabalhadores em tão pouco tempo mostra a força dessas ideias e dessa prática.

Após um debate vivo com a intervenção de trabalhadores de várias categorias, votamos elaborar um novo jornal nacional assim que terminar a greve das estaduais paulistas, fazer adesivos em defesa do direito de greve e fortalecer a denúncia da terceirização nos materiais do MNC. Mas destacamos entre as resoluções a tarefa de organizar reuniões por local de trabalho para envolver mais companheiros e companheiras na organização e construção do MNC. Ao final, projetamos uma saudação especial dos trabalhadores de Donnelley ao encontro e àgreve das estaduais paulistas.
Chamamos a fortalecer a construção do MNC.

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