Nacional

REPRESSÃO NA USP

Transformar as manifestações de apoio em uma campanha nacional unificada

09 Feb 2013   |   comentários

Em apenas dois dias já são centenas de apoios dos mais diversos setores aos estudantes e trabalhadores da USP. Ao mesmo tempo, enquanto na USP permanecêssemos em luta contra as suspensões de Grandino Rodas e a denúncia de Eliana Passarelli do Ministério Público, no país inteiro segue a criminalização contra a juventude pobre e negra e os movimentos sociais. É fundamental que articulemos a luta contra a repressão aos lutadores na USP como parte da luta contra toda a criminalização dos movimentos sociais, transformando também as primeiras manifestações de apoio em uma campanha nacional unificada.

“Nesse sentido, faz-se necessário somar esforços em defesa dos estudantes e funcionários punidos administrativamente e, desde o dia 5 de fevereiro, denunciados pelo Ministério Público Estadual, para que se pleiteie junto ao juiz de direito competente o não recebimento da denúncia e para que se exija, perante a direção da Universidade, a imediata reconsideração dos processos disciplinares†– Nota pelo não recebimento da denúncia do MPE contra estudantes e trabalhadores da USP com assinatura de dezenas de entidades e professores como Jorge Luiz Souto Maior, João Adolfo Hansen, Zilda Iokoi, Paulo Arantes, Luiz Renato Martins, entre outros

“Diante da generalidade das alegações e da efetiva inocência dos acusados, a Defesa mantém a confiança de que a acusação não resistirá ao crivo do Judiciário†– Nota de esclarecimento da Comissão Jurídica dos estudantes e trabalhadores

“Não se pode tirar o diálogo da mesa e levar esses jovens para os tribunais. Tratá-los como criminosos é inaceitável, uma autêntica barbaridade.†– Martim de Almeida Sampaio, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo

"Estou inteiramente solidário aos bravos estudantes da Universidade de São Paulo, que têm reagido até com timidez e comedimento àescalada autoritária em curso — a qual, em tudo e por tudo, faz lembrar os infames tempos da ditadura militar" – Celso Lungaretti, jornalista

“Entendemos que a ação do Ministério Público, e o discurso da promotora Eliana Passarelli ao chamar publicamente os estudantes de bandidos e criminosos são um claro ataque, não só aos estudantes da USP, mas ao conjunto do Movimento Estudantil Nacional†– DCE Unifesp

“Esta acusação, além de apresentar inconsistências jurídicas, representa a intenção de criminalizar os estudantes da universidade, o movimento estudantil e os movimentos sociais no estado de São Paulo como um todo. É um grave ataque ao direito constitucional de livre manifestação e organização política.†– Carlos Gianazzi, deputado estadual pelo PSOL

“A decisão do MPE representa um duro golpe àluta estudantil e confirma as suspeitas de que o órgão é controlado e serve aos intentos repressivos dos tucanos paulistas. A ocupação da USP foi um protesto contra a presença da PM no campus.†– Altamiro Borges, jornalista

“Temos a opinião que ao entrar com a denúncia de formação de quadrilha (...) o MP de São Paulo faz a opção de legitimar as posturas mais autoritárias da história do Brasil, como o código disciplinar da USP, que foi instalado durante a ditadura e que vigora até hoje!†– Oposição de Esquerda da UNE – Ceará

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