Movimento Operário

Todos se levantam contra a desvinculação do HU! Desvincula o Zago!

25 Aug 2014   |   comentários

Na última semana os trabalhadores deram um exemplo de resistência contra a repressão, e o ataque à greve através de sua judicialização não deu certo num primeiro momento. Agora é hora de manter todos os que estão em greve unidos.

Há uma semana, logo depois de oficializar o plano de desvinculação dos hospitais, entrega de prédios e demissão em massa - o maior ataque àUSP nos últimos anos -, Zago declarou àimprensa que poderia oferecer reajuste salarial caso os cortes passassem. Uma chantagem para tentar dividir os trabalhadores da USP. Na última semana os trabalhadores deram um exemplo de resistência contra a repressão, e o ataque àgreve através de sua judicialização não deu certo num primeiro momento. Agora é hora de manter todos os que estão em greve unidos. Nos dividir é a estratégia para fazer passar os maiores ataques. Mas com todos juntos contra os cortes e pelo reajuste, e todos juntos pelos hospitais, podemos vencer.

A desvinculação dos hospitais é um ataque enorme àuniversidade, aos trabalhadores – que seriam “gradativamente substituídos†, ou seja, cerca de 2500 demitidos – e àpopulação. Mas Está ficando claro que com essa medida Zago criou novos inimigos. Estudantes da Enfermagem e da Medicina votaram paralisação até terça-feira contra a desvinculação, Conselhos Deliberativos do HU e os médicos estão contra a desvinculação e estão convocando um ato para o dia do Conselho Universitário, o Conselho de Graduação de toda a USP está contra a desvinculação, as Congregações da Enfermagem, da Psicologia e outras unidades também, e lideranças comunitárias começam a se mobilizar. É preciso, e possível, transformar o HU em uma grande causa popular, mostrar que são os trabalhadores, e não Alckmin e Zago, que defendem a saúde e os interesses da população, conquistar novos aliados, e assim vencer.

Nossas próximas ações devem ir nesse sentido. Ao mesmo tempo, manter a pressão contra o corte de ponto e pelo reajuste, sem nenhuma ilusão na justiça – a desembargadora que por enquanto se negou a julgar a greve é a mesma que decretou as greves de metroviários e rodoviários ilegais. É preciso, ao mesmo tempo, demonstrar pra toda a população que é o governo Alckmin que está por trás destas medidas querendo se beneficiar da desvinculação do HU e do HRAC. Já não basta a situação da água em São Paulo, quer atacar a educação e a saúde.

Assim, nesta semana, podemos impedir que o Conselho Universitário aprove a desvinculação e a demissão em massa, e impor ao CRUESP a negociação do reajuste salarial e da pauta unificada com as categorias em greve nas três universidades estaduais.

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