Juventude

Todos ao ato unificado na São Remo nessa quinta!

21 Nov 2012   |   comentários

Nessa quinta, dia 22, a partir das 14:30 no portão da São Remo na USP, ato unificado contra a ocupação militar e a ameaça de despejo na São Remo, assim como contra a repressão aos estudantes, trabalhadores e professores na USP.

Reproduzimos abaixo o chamado do SINTUSP para o ato

No dia 31/10, a comunidade São Remo, localizada ao lado do campus Butantã da cidade universitária (USP), amanheceu ocupada por forças policiais militares e civis que, supostamente, buscavam capturar suspeitos do assassinato de um policial da Rota em meados de setembro, nas imediações da universidade.

Soubemos, no decorrer de todo o dia, de diversas denúncias de abusos policiais relatando a invasão e o arrombamento de casas, prisões arbitrárias, agressões físicas e verbais, cerceamento do direito de ir e vir, inclusive de diversos trabalhadores efetivos e terceirizados da USP, que tiveram dificuldade de comparecer aos seus postos de trabalho e às suas próprias casas e comércios.

O ocorrido não se trata de um caso isolado. Esta semana a mídia noticiou a ocupação da favela Paraisópolis, com um aparato policial que contou com helicópteros e cavalaria, espalhando o medo e a violência por toda a comunidade. Nos últimos dias, os noticiários têm relatado ocupações e sitiamentos de áreas e bairros da periferia da cidade, promovidos pelas forças policiais militares, a mando de um governo que, concomitantemente a isso, tem assistido a uma série de chacinas promovidas por indivíduos encapuzados, que relembram os grupos de extermínio da época da Ditadura Militar.

Outro aspecto que mostra não se tratar de casos isolados é o fato, conhecido amplamente por toda a população, de que a PM brasileira, em especial a PMESP e a Rota, fazem parte de uma das policias mais violentas do mundo, como relatam os estudos de órgãos internacionais de pesquisa e a própria ONU, que já recomendou a extinção da policia militar no Brasil.

A Associação de Moradores da São Remo, do Sindicato dos Trabalhadores da USP(SINTUSP), do DCE - Livre da USP e da Associação dos Docentes da USP(ADUSP), já se pronunciaram contra o apartheid imposto pelos muros que separam a USP da São Remo e em repudio àviolação dos direitos humanos que estão sofrendo os moradores da São Remo.

Esta verdadeira ocupação militar da São Remo está a serviço de avançar no projeto de despejo de milhares de famílias, dirigido e coordenado pela reitoria junto ao governo do Estado e a prefeitura de São Paulo e, ao mesmo tempo aprofundar o caráter elitista da USP segregando a juventude pobre e negra para fora de seus muros, desta vez não apenas através do filtro social do vestibular, mas da militarização desta comunidade.

No dia 05/11 realizamos uma reunião com a participação de vários representantes de centros acadêmicos, DCE, organizações de esquerda e ativistas do movimento estudantil e do movimento negro, como o Núcleo de Consciência Negra, Comitê contra o Genocídio do Povo Negro, junto aos companheiros da Associação de Moradores e do SINTUSP em que discutimos a realização de um grande ato no dia 22/11 com concentração a partir das 14h30 no portão da São Remo (na rua da Prefeitura do Campus e ao lado do bar da dona Eva), para protestar contra a ameaça de desalojamento da São Remo e a repressão policial que estão sofrendo os moradores. Será um dia para unificarmos esta luta com a campanha contra a repressão aos estudantes, trabalhadores e professores que lutam na USP contra o projeto privatista de universidade de Rodas e que estão sendo perseguidos pela reitoria e pelo governo de São Paulo por lutar em defesa de uma universidade de qualidade, para todos e a serviço dos trabalhadores e do povo pobre.

- CONTRA A OCUPAÇÃO MILITAR E A AMEAÇA DE DESPEJO NA SÃO REMO!

- CONTRA A REPRESSÃO AOS ESTUDANTES, TRABALHADORES E PROFESSORES NA USP!

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