Juventude

BASTA DE ESCOLA PRISÃO!

Segue a luta do Américo por grêmios livres em todo o ABC

29 Sep 2013   |   comentários

Por Kevin D’arc

A contínua luta para garantir as eleições do grêmio no E.E Américo Brasiliense e contra a perseguição aos professores (categoria O) que tentam viabilizar as eleições, hoje se soma ao forte movimento de “Fica Sergio†na E.E. Prof. Renê Caran, e um grande despertar do movimento secundarista que busca se organizar para acabar com a escola prisão, que ainda por cima tenta avançar com os projetos de “escola com tempo integral†como acontece na E.E Senador Robert Kennedy e o E.E Profa Cristina Fittipaldi, em queem ambas, alunos e alguns professores protagonizam um importante processo de resistência e enfretamento com a polícia e as direções da escola na tentativa de barrar o projeto que em última instância significa mais sucateamento do ensino público, troca do quadro de professores da escola e transferência de alunos, uma vez que a escola de tempo integral é apenas voltada ao ensino fundamental.

A direção da EE Américo Brasiliense desferiu um ataque ao conjunto dos estudantes, em especial aos organizados em torno do grêmio, inclusive se utilizando de uma “guerra de mexericas†ocorridas num intervalo de uma quinta-feira, dia 05/09, ameaçando expulsar 15 alunos, entre eles, alguns membros de chapas para as eleições, sendo essa atitude claramente uma perseguição política aos que lutam, além de se “aproveitar da situação†para eliminar da escola os estudantes que dentro da lógica disciplinadora da escola não se enquadram e precisam procurar outra. A direção se utiliza de sua força e a dependência dos pais da maioria dos alunos para poder implementar seus ataques, sem chance de que os alunos possam se organizar responde-los àaltura.

Esses ataques ao conjunto da juventude, que em junho foram figuras centrais para o processo de baixa dos 0,20 na passagem, algo que não podia se admitir antes das mobilizações de massas ocorridas em junho, que para além da luta contra aumento reivindicavam escolas e hospitais padrão FIFA. Esse questionamento mais profundo direcionado a uma das principais correias de transmissão das políticas do Estado burguês, que é a escola pública, ocorre em meio a esse processo de politização nacional, deixando as diretorias das escolas e os governos temerosos, pois o que mais temem é uma ação mais organizada dessa vanguarda estudantil que ficou do processo de massas.

Os jovens secundaristas precisam recorrer aos métodos do movimento estudantil de grêmios livres e proporcionais que possam ajudar o movimento de conjunto amadurecer suas posições a partir de fazer experiência com todas as correntes que atuam dentro do movimento, estabelecendo uma aliança com os trabalhadores das escolas (terceirizados e efetivos), com os professores assim conformando um grande movimento regional por grêmios livres e proporcionais que possam derrubar a burocracia da UBES e UPES (ligadas ao PCdoB) e que construção fortes entidades não apenas para modificar a escola, mas também para fazer com que junho volte com toda a força, de maneira organizada e com os trabalhadores para dizer aos governos e aos empresários um forte BASTA.

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