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GREVE DE PROFESSORES NO RIO

Segue a heroica luta da educação no Rio: Tomar medidas urgentes contra a repressão e para a vitória da greve!

17 Oct 2013   |   comentários

No dia do professor (15/10) os cariocas deram mais uma massiva manifestação de apoio aos profissionais da educação do município em greve. Dezenas de milhares voltamos a tomar as ruas em apoio à greve que já ultrapassa 68 dias.

No dia do professor (15/10) os cariocas deram mais uma massiva manifestação de apoio aos profissionais da educação do município em greve. Dezenas de milhares voltamos a tomar as ruas em apoio àgreve que já ultrapassa 68 dias. O apoio segue massivo, a greve segue forte, e no “front jurídico†uma complexa batalhas de liminares entre o sindicato, a prefeitura e o Estado vem se desenvolvendo com vitórias para cada lado a cada dia. Esta heroica greve, apesar dos esforços da categoria está começando a caminhar a um impasse, pois ao mesmo tempo que há imenso apoio, o governos Paes e Cabral vem adotando duras medidas de ataque aos grevistas como as ameaças de 4 mil demissões e de repressão (mais de 201 detidos ontem) às manifestações de rua o que assustado grevistas e manifestantes. Para derrotar tamanho ataque é preciso que o sindicato dos profissionais da educação (SEPE) tome urgentes medidas para radicalizar a greve e ganhar maior apoio popular no Rio e no país.

Um Plano de cargos e salários que é uma contra-reforma neoliberal

Paes tem insistido no plano aprovado não é por teimosia. É porque trata-se de um plano estratégico. Sua secretária de educação, Claudia Costin, é um dos símbolos máximos do neoliberalismo no país, ministra da “reforma do Estado†no governo FHC, ou seja, quem presidia as privatizações, e também foi funcionária do Banco Mundial de “políticas públicas†. Por trás do plano há um brutal ataque aos trabalhadores e a população que visa destroçar ainda mais a educação pública. Para ter aumentos os professores teriam que migrar para uma jornada de 40hs e ainda aceitar a flexibilidade de que matéria dar aula e para qual período etário. Ou seja, que um professor de português de primeiro ano poderia dar aula de matemática ao nono ano.

Com um plano como este não há educação de qualidade alguma. Há maior precarização para os trabalhadores e seus filhos, que são quem estuda em colégios públicos. O Sindicato precisa colocar de pé uma imensa denúncia de que este plano é um plano neoliberal de destruição da educação, mostrando isto. Sem mostrar este ataque as desinformações que o governo e da mídia plantam jogam contra conseguirmos maior apoio àgreve.

Derrotar as ameaças de demissão com medidas efetivas

O prefeito Eduardo Paes enviou mais de 4 mil telegramas a trabalhadores da educação em greve, ameaçando todos eles de demissão. Esta ameaça fez com que uma parcela de professores, grevistas e combativos, vacilassem sobre a continuidade da greve na última assembleia. Não é para menos. Se trataria do maior ataque a um setor do funcionalismo público em greve desde 1995, na greve dos petroleiros. Para derrotar uma ameaça como esta é preciso imediatas medidas de coordenação com outros setores em luta, como os petroleiros que entram em greve, com os profissionais da educação em greve no Estado e na FAETEC, com os setores da educação em greve em Goiás e no Pará, e com a juventude em greve e ocupação na USP e UNICAMP. Mais que isto é necessário deixar de confiar somente nas medidas jurídicas, que por hora tem conseguido atrasar ataques de Paes e Cabral, mas organizar um imediato e urgente fundo de greve. É preciso dar passos concretos que mostrem força aos professores em unificação com outros setores. Neste mesmo sentido é um grave erro que, até o momento, o SEPE não esteja divulgando nenhuma nova grande manifestação. Justamente em um momento quando parte da categoria está assustada e há apoio popular àgreve. A direção do sindicato, majoritariamente algumas correntes do PSOL e minoritariamente PSTU, parece estar confiante na conciliação obrigatória exigida pelo STF e sem tomar nenhuma medida de luta.

Que todas organizações sindicais que se reivindicam classistas deem passos urgentes para contribuir em um fundo de greve para a educação do Rio! Construir um grande ato nacional em defesa da educação e pela vitória dos trabalhadores da educação do Rio! A CSP-Conlutas e a Intersindical podem e devem ser linha de frente em dar um giro nacional que dê forças aos professores do Rio!

Abaixo a repressão! Liberdade a todos presos!

Outro obstáculo que os professores do Rio precisam superar é a imensa repressão que o governo estadual está desferindo às manifestações. Ontem foram 201 detidos, com vários permanecendo presos até o momento do fechamento deste texto. Há ameaças que mais de 40 sejam transferidos ao presídio de Bangu. É preciso liberar imediatamente todos os presos! O SEPE precisa lançar uma campanha nacional e internacional pela liberdade aos presos, solidificando assim a aliança que vem se mostrando nas ruas entre professores e jovens. Ao mesmo tempo é preciso garantir maior segurança aos atos, inclusive até o momento do retorno da imensa maioria a suas casas. O SEPE precisa debater medidas de autodefesa para garantir que mais e mais pessoas se somem às manifestações e o governo não consiga assustar os manifestantes. A partir de sérias medidas que garantam não só a segurança dos atos mas que ele seja realizado até o final quando a polícia o impede (como nos palácios) e seu debate aberto pelo sindicato poderá exigir o debate democrático com outros setores como os Black Bloc e que estes se submetam as decisões da categoria que está em greve. Sem estas urgentes medidas para uma campanha para libertar os presos e algumas medidas de autodefesa o movimento pode se enfraquecer como querem Paes e Cabral. Viva a luta dos profissionais da educação do Rio! Por um dia nacional de atos, greves, ocupações em apoio a sua luta! Liberdade a todos presos!

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