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Se estende a greve em refinarias dos Estados Unidos

13 Feb 2015 | É a maior greve dos petroleiros norteamericanos em 25 anos. A greve começou à meia-noite de 1º de fevereiro em nove refinarias da Califórnia, Texas, Washington e Kentucky, e neste domingo se uniram fábricas em Indiana e Ohio, chegando a um total de onze refinarias paradas.   |   comentários

É a maior greve dos petroleiros norteamericanos em 25 anos. A greve começou à meia-noite de 1º de fevereiro em nove refinarias da Califórnia, Texas, Washington e Kentucky, e neste domingo se uniram fábricas em Indiana e Ohio, chegando a um total de onze refinarias paradas.

Entre elas se encontra a segunda maior fábrica da British Petroleum (BP) no mundo, Whiting, em Indiana, com uma capacidade de produção que supera os 420.000 barris de petróleo diários.

De acordo com a Al Jazeera, a greve afeta 13% da produção de nafta e derivados do petróleo dos Estados Unidos, mas os preços da nafta não foram afetados ainda. A greve se dá em uma época em que as refinarias reduzem sua produção devido ao fim do inverno no hemisfério norte (nos Estados Unidos, se utiliza gasolina para aquecer uma parte importante dos lares).

A greve afeta fábricas da Chevron, BP, Shell e Exxon. As refinarias mantiveram-se funcionando com funcionários hierárquicos e trabalhadores com contrato por fora do sindicato.

O sindicato do aço, USW (United Steelworkers, em inglês), encabeça as negociações com as empresas que estão sendo representadas pela companhia Shell. As demandas centrais são melhoras na segurança nas fábricas, e em protesto pela recusa de parte das empresas petroleiras em negociar certos pontos nos contratos de trabalho a nível local.

O USW representa mais de 600 mil trabalhadoras e trabalhadores siderúrgicos, da indústria do papel, da indústria madeireira e da manufatura.

Como explica Rebecca Burns no blog In These Times, há duas esferas de negociação, uma a nível nacional e outra a nível local em cada refinaria. As empresas estão se negando a discutir nas refinarias certas demandas que elas consideram pertencer ao nível nacional. Os trabalhadores em greve denunciam que desta maneira as empresas se negam a discutir medidas de segurança no trabalho específicas em cada fábrica, ou sobre a necessidade de criar comitês que protejam as mulheres e os trabalhadores não-brancos, dois grupos que são cada vez mais numerosos em algumas das refinarias.

A indústria petroleira continua sendo uma das indústrias mais perigosas para trabalhar. Como informou o portal Inside Energy, só em 2013 morreram 106 trabalhadores no Texas e 23 em Dakota do Norte, estado que vive um boom na exploração de petróleo usando o método do fracking (proponho manter o nome e dar uma legenda da tradução: fraturamento hidráulico) para a extração.

O diálogo entre as empresas e o sindicato reiniciou esta semana, depois de ter ficado suspenso por vários dias. O USW começou uma coleta de assinaturas nos Estados Unidos em apoio a suas demandas, onde denuncia contínuos incêndios e vazamentos de gases, a falta de funcionários, que obriga os trabalhadores a pegar um excesso de horas extras, e a falta de capacitação para empregados temporários.

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