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Juventude

BELO HORIZONTE

Saiu o Boletim Juventude Às Ruas MG #3

25 Sep 2012   |   comentários

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    Abaixo reproduzimos o texto de apresentação do Boletim Juventude Às Ruas MG #3.

    CONHEÇA, DISCUTA E MILITE COM A JUVENTUDE ÀS RUAS!

    Frente aos tempos que se abrem, marcados pela crise capitalista e o desenvolvimento da luta de classes internacionalmente, nos colocamos o desafio de forjar uma alternativa revolucionária que se prepare para essa etapa histórica que já nos apresenta muitos exemplos reais de que não merecemos viver uma vida mesquinha, individualista, oprimida, marcada por preconceitos e lutando para sobrevivermos individualmente; esses exemplos mostram que não foi a história que acabou, senão que o que desmorona é a mentira dos que tentaram desde os anos 90 dizer àjuventude “essas são as regras do jogo, aceitem†.

    Esses exemplos estão no Chile, na Espanha, na Grécia, no México, na Africa do Sul, no Egito e em muitos outros lugares do mundo, onde a juventude, os trabalhadores e o povo pobre realizam paralisações nacionais, greves, ocupações de colégios e universidades e, somente confiando em suas próprias forças, rechaçam os defuntos que do alto de suas covas trilionárias buscam tragar os jovens e trabalhadores (os vivos!) os oferecendo planos de austeridade, violência policial e repressão, machismo, racismo, xenofobia; para salvar um modo de produção baseado na escravidão assalariada, os governos oferecem trilhões a banqueiros e planos de austeridade ao povo trabalhador.
    Nos inspiramos nesses; os mais de 30 operários recentemente mortos pela polícia racista da Africa do Sul; Manuel Gutierrez, jovem chileno morto pela polícia por lutar por educação pública, gratuita e de qualidade; as muitas mulheres chilenas que aos 13 anos se recusam o papel de garota frágil, que lhes querem atribuir os conservadores e bispados financiados pelos governos capitalistas e machistas, e lutam contra denunciando sem medo a série de violações sexuais as quais a asquerosa polícia chilena, resquício da ditadura de Pinochet, usa para tentar amedronta-las (sem sucesso); Mariano Ferreira, jovem trotskista argentino que em 2011 foi morto por burocratas sindicais na Argentina por lutar contra a precarização do trabalho, o que desatou uma grande campanha nacional. Esses são os que devem estar vivos em nossas lutas!

    Todos esses hoje dão suas vidas em nome de grandes causas sociais. Mas, ainda nem todos esses lutam por uma revolução socialista, a maior das causas sociais, pois é a única capaz de livrar pela raiz de problemas advindos todos de um modo de produção que é baseado na exploração e opressão, o capitalismo. Por isso achamos que é possível e necessário ir muito mais longe. Resgatar as grandes lições das lutas e revoluções pelas quais a juventude e os trabalhadores passaram na história. Isso só podemos fazer ao nos apropriarmos das sínteses desses processos históricos presentes nas obras de importantes marxistas revolucionários, como Lenin e Trotsky. Aos princípios elaborados por Marx e Engels devem ser somadas essas lições da história da luta da classe trabalhadora, pois a cada grande processo histórico a realidade nos coloca novas perguntas e necessidades. Somente por ser o marxismo revolucionário avesso a qualquer dogmatismo, pois tem como critério a prática na realidade concreta, é que foi possível em cada um desses processos, não só demonstrar a infinita amplitude criativa de seus princípios revolucionários, mas fundamentalmente guiar os trabalhadores e o povo em função dos interesses históricos da classe trabalhadora.

    Assim, armados dessas lições podemos buscar vencer, livrar das amarras do capital as relações de produção e humanas e assim não mais sermos obrigados a ver tantos jovens e tanto potencial humano serem desperdiçados em função do interesse de lucro de um punhado de capitalistas.

    Para ligar essas grandes aspirações a nossas lutas cotidianas é que, a partir do choque de cada posição com seus resultados e com a
    experiência dos estudantes, buscamos, através de aproximações sucessivas e fazendo os necessários balanços, desenvolver uma
    agrupação estudantil que, sob estas bases, busque romper com o isolamento em que estão as entidades estudantis, e torná-las, de
    burocráticas, em instrumentos para organizar de forma anti-burocrática a luta contra o conhecimento àserviço do mercado, contra o
    esoterismo intelectual, alimentado pela lógica do produtivismo, contra a repressão dentro e fora da universidade, levantando as
    questões que são fundamentais dentro da universidade desde às questões políticas nacionais, denunciando o elitismo e a exclusão, e se
    ligando às lutas dos trabalhadores, por entendermos o papel central destes como possíveis sujeitos históricos da transformação em que
    acreditamos. O questionamento da universidade de classe é para nós apenas um aspecto da denúncia que fazemos de toda a sociedade
    capitalista, que não tem mais nada enquanto modo de produção para oferecer àjuventude e aos trabalhadores, senão exploração e
    opressão, se reproduzindo de forma cada vez mais convulsiva.

    CONHEÇA, DISCUTA E MILITE COM A JUVENTUDE ÀS RUAS!

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