Direitos Humanos

LGBTTI

SOMXS TODXS KATHALINA FRIEDMAN!

06 Dec 2013   |   comentários

Brutal agressão a Katha Friedman, militante travesti no Chile do PTR (organização irmã da LER-QI no Chile) e dirigente da agrupação LGBTTI A quemar El Closet.

Katha Friedman, militante travesti do PTR (organização irmã da LER-QI no Chile) e dirigente da agrupação LGBTTI A quemar El Closet, sofreu no último dia 15 uma brutal agressão por 7 homens que a esperavam na entrada da sua casa. Com grandes lesões, traumatismo craniano leve e fratura nasal, Katha, que é uma importante pessoa pública na luta contra a transfobia e as opressões, não se calou. Seu grito, em meio a uma forte campanha internacional impulsionada pelo Pan y Rosas Teresa Flores, pode ser hoje o grito por justiça de Daniel Zamudio, Manuel Gutierrez, Pepa Gaitán e tantxs outrxs mortxs e mutiladxs todos os dias.

O Brasil é o país onde mais se cometem assassinatos àLGBTTI, aumentado 117% nos últimos 7 anos de governo PTista, que abriu as portas para a chegada de Feliciano (Partido Social Cristão) na Comissão de direitos humanos que ataca as religiões de origem africana e milita contra os direitos LGBTTI como o casamento igualitário e a retirada da homossexualidade das listas de doenças. Na Rússia simplesmente declarar-se LGBTTI é passível de grandes punições, na França o casamento igualitário foi repudiado por 800 mil pessoas nas ruas e recentemente na Croacia votaram num referendo para que só fosse reconhecido casamento entre homens e mulheres.

Por isso a cada pequena conquista que arrancamos, como agora se abre a possibilidade de retirar da lista de doenças a transexualidade, e devemos ir com tudo para acabar de vez com a teoria reacionária que tenta nos criminalizar, prender e matar colocando nossa sexualidade e nossa identidade de gênero em suas listas de doenças. Mas não nos esquecemos que a perspectiva de vida das travestis segue sendo de até 35 anos, e a marginalização (sem postos de trabalho e condições de ensino) que nos coloca com destino quase certo a prostituição. Dizemos basta a violência as travestis e transexuais! Nos somamos a essa campanha internacionaista por Justiça para Kathalina e levantamos a necessidade dos sindicatos e as entidades estudantis tomem para si essa bandeira de luta para combater a homolesbotransfobia. Lutando pela separação da igreja do Estado, fora Feliciano e suas leis anti-gays e que nem os governos, nem os patrões e nem a burocracia sindical e acadêmica se intrometam em nossas camas ou controlem nossos corpos e mentes.

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