Juventude

USP URGENTE

Rodas ataca o Crusp e reintegra a Moradia Retomada

19 Feb 2012   |   comentários

Choque e força tática, com centenas de policiais, cercam o CRUSP e isolam a Cidade Universitária para garantir reintegração de posse da moradia retomada.

Em pleno domingo de carnaval a tropa de choque do governador Geraldo Alckmin, a mando do REI-tor, Rodas invadiu mais uma vez a Universidade de São Paulo e, novamente, o CRUSP, para tirar a força estudantes que ocupam um setor da moradia estudantil. Aproveitando uma brecha de suposta "tranquilidade", a Reitoria, a serviço do governo do estado, demonstra como seus métodos traiçoeiros são sempre a resposta mais escolhida. Relatos de tiros de borracha nas janelas e paredes do Crusp e agressão de moradores, visando impedi-los de solidarizar-se são numerosos.

São 12 presos, entre eles uma estudante grávida que foi agredida e humilhada durante a reintegração de posse. Os estudantes presos estão no 14º DP em Pinheiros.

A luta dos estudantes contra o convênio USP-PM desde o ano passado desnuda mais uma vez o papel que essa instituição cumpre na sociedade e na universidade contra a juventude pobre e negra de nosso país. Estão na moradia retomada, estudantes que não tem onde morar e que não contam com as pouquíssimas vagas oferecidas pela universidade no CRUSP. A falta de moradia e permanência estudantil garante que na USP se configure um segundo filtro social, além do vestibular, que é o da permanência.

Os poucos jovens, filhos de trabalhadores e de baixa renda, que conseguem furar o filtro social do vestibular, chocam-se concretamente com as dificuldades com moradia, bolsas de estudo, transporte e, assim, não raro, como demonstram os índices de desistência da USP, são obrigados a deixar os estudos por não conseguir sustentá-los.

Essa reintegração de posse é mais uma ação da reitoria em conluio com o governo do estado de São Paulo para reprimir, perseguir e punir os setores que se colocam contra o projeto de universidade que vem sendo implementado. Atacam os estudantes, trabalhadores e professores da universidade garantindo que ela esteja, cada vez mais, fechada para o povo pobre que não tem acesso ao ensino superior.

A lista de ataques protagonizados pela reitoria e pelo governo do Estado de São Paulo já é enorme: dezenas de processos administrativos e criminais contra estudantes e diretores do Sintusp; a demissão de Claudionor Brandão, diretor do sindicato, ilegal e absurda; No início do ano ocorre uma sabotagem sobre o SINTUSP, quando todas as bocas do fogão do sindicato foram deixadas abertas na calada da noite por dois dias seguidos, podendo causar uma grande explosão; 73 estudantes e trabalhadores foram presos ao lutar pelo fora PM da USP, ocupando a reitoria; O flagrante da polícia militar, que durante as férias tentava retomar o espaço de vivência dos estudantes, quando um policial sacou uma arma e apontou para o único estudante negro que estava no local, que foi espancado e expulso.

Como vemos, esta lista mostra, sem dúvida, que o projeto elitista de Rodas e PSDB não vê lugar na universidade para a juventude negra e desmascara o tratamento cotidiano que recebem os jovens pobres de nosso país! A eliminação de 6 estudantes no fim do ano passado já era parte da reintegração de posse da moradia retomada planejada por Rodas para mais uma vez tentar disciplinar o movimento estudantil.

- Liberdade imediata aos 12 estudantes presos nesse momento!
- moradia e permanência estudantil para todos que precisem, sob controle dos estudantes!
- Fora PM da USP!
- Abaixo o convênio USP-PM!
- Reincorporação imediata dos 6 estudantes eliminados!
- Nenhuma punição aos 73 estudantes presos!

Liga Estratégia Revolucionária – 19 de fevereiro de 2012

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