Nacional

7 DE SETEMBRO

Retomemos as ações massivas contra a repressão e pelas demandas de junho

07 Sep 2013   |   comentários

Não podemos deixar a repressão policial passar!

Em defesa da juventude que toma as ruas em defesa do povo!

Retomemos as ações massivas contra a repressão e pelas demandas de junho!

Comunicado da Liga Estratégia Revolucionária – Quarta internacional

O dia 7 de setembro foi marcado por manifestações de protesto envolvendo milhares de pessoas em várias cidades do país, brutalmente reprimidas pela polícia. Desde 13 de junho, dia que ficou marcado pela violência policial contra manifestantes e jornalistas, não víamos uma ação repressiva dessa expressão. Inclusive o discurso unificado de toda a mídia diminuindo a importância das manifestações e reduzindo todas elas a um “punhado de vândalos†lembrou como a imprensa tratava as manifestações de vanguarda de junho antes de explodirem as grandes ações de massas. Não foram ainda a volta das massivas manifestações de 17 ou 20 de junho. Mas seguramente foi um importante dia de ações coordenadas envolvendo uma vanguarda estendida de vários milhares, muito para além do que a imprensa busca mostrar. Até o início da noite, mais de 300 pessoas foram presas pelo país, com mais de 30 presos em São Paulo, 49 presos em Belo Horizonte, 39 em Brasília, mais de 80 no Rio de Janeiro, entre vários outros em distintas cidades do país, algumas das quais tiveram os desfiles “cívico-militares†prejudicados pelas manifestações. Bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta, cães, cassetetes e balas de borracha distribuídos com enorme brutalidade policial , inclusive contra jornalistas. Em São Paulo, a PM chegou a usar balas de verdade, numa cena que foi filmada e apareceu na imprensa, mas que evitam dar maior divulgação para tentar esconder o nível de brutalidade a que chegou a repressão.

Em seu pronunciamento no na noite anterior, Dilma havia declarado que as manifestações eram “legítimas†. Mas a proibição do uso de máscaras em várias capitais, inclusive no Distrito Federal, já apontava para a truculência policial que seria deflagrada conta todos aqueles que não saíram às ruas para aplaudir os desfiles de “comemoração†de uma suposta independência que até hoje destina 43% do orçamento público para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública ao capital financeiro internacional e outro tanto de privilégios aos grandes monopólios nativos e estrangeiros enquanto a população amarga com alguns dos serviços públicos mais caros e de pior qualidade do planeta.

A repressão cada vez maior contra os setores de vanguarda que seguem recorrendo às manifestações de rua para manterem vivo o “espírito de junho†está a serviço de calar as demandas que vieram àtona naquelas jornadas e que se chocam de frente com o projeto de país das classes dominantes, seja de petistas ou de tucanos. Os governos Dilma Cabral, Alckmin e tantos outros, assim como a casta de políticos corruptos e vendidos aos interesses dos capitalistas tiram a máscara da demagogia e mostram que somente têm como responder essas demandas das ruas com mais repressão, perseguição e criminalização. Até mesmo artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque e vários outros se indignam contra essa casta política que está de costas para o povo. Vandalismo é manter o mandato de um deputado condenado àprisão! Vandalismo é tratar jovens manifestantes indignados como criminosos!

Precisamos fazer um chamado a toda a juventude para colocar de pé um novo dia 17 de junho, quando respondemos a repressão massivamente! Precisamos chamar novas manifestações de massa que sejam capazes de barrar a repressão do Estado e retomar a luta pelas demandas de junho!

Abaixo a repressão!

Liberdade imediata a todos os presos políticos!

Abaixo as leis reacionárias que visam criminalizar os manifestantes e os lutadores sociais!

Eliminação de todos os processos contra os manifestantes!

Nossas demandas não foram atendidas, é o momento de voltar às ruas com toda força para conquistar nossas demandas!

Artigos relacionados: Nacional









  • Não há comentários para este artigo