Direitos Humanos

DECLARAÇÃO DE EMERGÊNCIA FRENTE À REPRESSÃO DA ALDEIA MARACANÃ

Repressão e remoção da Aldeia Maracanã: pela liberdade dos presos e construção urgente de um forte movimento!

22 Mar 2013   |   comentários

A dura repressão, planos de destruição do edifício, prisão de manifestantes foi uma clara mostra de até onde querem ir os governos Dilma, Cabral e Paes neste projeto repressivo e para a elite que estão fazendo com a desculpa da Copa e Olímpiadas, das UPPs à repressão a ocupações e proibições de greve. No lugar da Aldeia Maracanã querem construir uma área de estacionamento (e escoamento de torcedores) e um museu das Olímpiadas. No lugar de uma moradia e (...)

Um cenário de guerra digno da história da elite brasileira. Hoje o governador Sérgio Cabral mostrou-se na aldeia Maracanã como digno representante da elite brasileira, construída em cima do massacre indígena, do sequestro e escravidão negra e do latifúndio. A brutal repressão que seu governo através da tropa de choque realizou contra os índios e manifestantes que ocupavam o antigo Museu do à ndio é uma mostra do velho Brasil sendo reescrito para continuar a história de repressão às massas e entrega de propriedade aos milionários (como o próprio Eike que administrará o Maracanã e seu entorno).

A dura repressão, planos de destruição do edifício, prisão de manifestantes foi uma clara mostra de até onde querem ir os governos Dilma, Cabral e Paes neste projeto repressivo e para a elite que estão fazendo com a desculpa da Copa e Olímpiadas, das UPPs àrepressão a ocupações e proibições de greve. No lugar da Aldeia Maracanã querem construir uma área de estacionamento (e escoamento de torcedores) e um museu das Olímpiadas. No lugar de uma moradia e mostra da resistência deste povos massacrados a 513 anos neste país, Cabral busca erguer um negócio a vantajoso a seu amigo Eike.

A Aldeia Maracanã era uma aldeia construída a partir da ocupação de um antigo Museu do à ndio, patrimônio histórico abandonado pelo Estado e recuperado por índios de diversas etnias de todo o país. Ela se constituía como “hotel e embaixada†no Rio e abrigo para alguns dos milhares de indígenas que fruto da concentração de terras foram expulsos para a cidade e encontravam abrigo ali.

Na duríssima repressão Cabral e sua polícia não pouparam índios, crianças, mulheres grávidas e nem repórteres. Sua sanha para remover os índios e manifestantes do terreno ao lado do Maracanã é a mesma sanha que seu governo mostra para remover outros milhares de casas e ocupações com as desculpas da Copa e Olímpiadas, para reprimir greves da construção civil.

O ataque a Aldeia Maracanã é um ataque a todos trabalhadores do Rio. A repressão a este ponto de resistência a um projeto de cidade privatista, higienista e racista, é um ataque que logo se fará sentir com igual ou maior força as ocupações urbanas que restam no centro e região portuária, aos que estão no caminho das obras de BRTs e outros projetos, e aos trabalhadores sob ameaça de proibição de direito de greve durante os grandes eventos (Lei da Copa, PLS 722).

Não podemos deixar que este caminho que só serve aos Eike Batista, Cavendish, vença. É urgente colocar de pé um grande movimento pela liberdade dos companheiros que ainda se encontram presos e pela retirada de todos processos criminais! Pelo direito àterra, território e moradia dos índios! Por um forte e urgente movimento a partir dos sindicatos, entidades estudantis, populares e de direitos humanos para que a luta da Aldeia Maracanã seja um ponto de partida para lutar pelo direito de greve, moradia, organização e expressão em meio a Copa do mundo e Olímpiadas! Por uma coordenação a partir de representantes dos locais de moradia, trabalho e estudo, das lutas dos índios, dos trabalhadores e da juventude!

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