Economia

Relatório da OIT aponta desaceleração global no nível dos salários

09 Dec 2014   |   comentários

O estudo da OIT ainda mostra que o crescimento dos salários no Brasil sofreu forte desaceleração em 2013 na comparação com o ano anterior

O estudo da OIT ainda mostra que o crescimento dos salários no Brasil sofreu forte desaceleração em 2013 na comparação com o ano anterior. O aumento, de 1,8%, também ficou abaixo do da média global, que registrou alta de 2% no ano passado.

No Brasil, o crescimento real dos salários (descontada a inflação) caiu para menos da metade na comparação com o ano anterior. De acordo com o Relatório Mundial sobre os Salários 2014-2015 da OIT, em 2012, a alta havia sido de 4,1%.

Na China, os salários subiram 7,3% em 2013, após alta de 9% no ano anterior. Na Rússia, o crescimento foi de 5,4% no ano passado, após alta de 8,5% em 2012.
Na América Latina e Caribe, os salários aumentaram apenas 0,8%. Brasil e México, onde os salários registraram queda 0,6% em 2013, são os países responsáveis pelo aumento pífio nos salários na região, ainda segundo estudo da OIT.

A tendência dos países ricos: queda nos salários com aumento na produtividade

Nos países ricos, os salários subiram apenas 0,1% em 2012 e 0,2% no ano passado.
"Nos últimos dois anos, o crescimento salarial ficou praticamente estagnado nas economias desenvolvidas. Em alguns países houve até queda dos salários", diz a OIT. Um desses países é a Alemanha, onde a tendência é de queda nos salários com aumento da produtividade do trabalho (valor dos bens e serviços produzidos pelo empregado). Esta é a tendência nos países ricos, mais afetados pela crise econômica mundial.

Como diz o estudo: "A diferença crescente entre salários e produtividade se traduz por uma redução da parte da remuneração do trabalho no PIB".

"Isso significa que os trabalhadores e suas famílias obtém somente uma pequena parte do crescimento econômico, enquanto os proprietários de capitais se beneficiam cada vez mais", afirma o órgão da ONU.

Este é o ajuste que preparam os capitalistas (em nome do lucro) para que a crise continue a ser paga pelos trabalhadores e, principalmente, pelas trabalhadoras em todo o mundo. Como mostram os estudos da OIT, são elas as que mais produzem para o capital, porém, com os menores salários.

Somente os trabalhadores podem dar uma resposta de fundo aos ajustes dos capitalistas que impõem uma crescente desvalorização dos salários, colocando de pé um plano de luta pelo reajuste automático dos salários conforme o aumento do custo de vida.

Com informações da REUTERS Brasil, OIT e BBC Brasil.

Artigos relacionados: Economia









  • Não há comentários para este artigo