Internacional

Quais são e o que defendem os principais partidos que disputam as eleições na Grécia

25 Jan 2015 | Neste domingo, 25 de janeiro, a Grécia viverá suas eleições gerais antecipadas. O Syriza, partido liderado por Alexis Tsipras, lidera as últimas pesquisas, seguido do partido conservador governante, o Nova Democracia. No total, dezoito partidos participarão e quatro alianças eleitorais, ainda que só seis ou sete têm possibilidades reais de superar o piso de 3% dos votos para chegar ao Parlamento. Mas, "quem é quem nestas eleições que serão decisivas para o futuro do país?†  |   comentários

Neste domingo, 25 de janeiro, a Grécia viverá suas eleições gerais antecipadas. O Syriza, partido liderado por Alexis Tsipras, lidera as últimas pesquisas, seguido do partido conservador governante, o Nova Democracia.

O Nova Democracia, partido conservador do Primeiro Ministro Antónis Samarás, é o partido do governo. Em 2012, formou um governo de coalizão com o Pasok, o partido socialista grego. Defende manter o caminho das reformas estruturais e das privatizações exigidas pela Troika e pelos credores do país, enquanto promete para este ano a saída do resgate e a diminuição de impostos. Sua campanha contra o Syriza se baseia em agitar o "fantasma" do caos e da quebra dos bancos.

O Syriza, partido da esquerda reformista liderado por Alexis Tsipras, promete o fim da austeridade imposta pelos credores e uma negociação "dura" com os sócios europeus. No entanto, a formação vem cada vez mais moderando seu discurso e falou sobre a sua vontade de "honrar" a dívida e assumir os compromissos financeiros com a comunidade europeia. Dentro do Syriza existe a "Plataforma de esquerda", que no último Congresso agrupou mais de 25% dos delegados.

O Aurora Dourada, partido neonazista de extrema-direita, reivindica que a Grécia saia imediatamente da União Europeia (UE), o fim unilateral do pagamento da dívida e a expulsão de todos os estrangeiros. Praticamente toda a sua cúpula está em prisão preventiva acusada de fazer parte de um grupo criminoso, mas àespera de julgamento e condenação, podem participar nestas eleições.

O Pasok, partido socialdemocrata, sócio menor no governo, é liderado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros Evángelos Venizelos. Como o Nova Democracia, reivindica cumprir o programa de resgate e os planos da Troika. O Pasok venceu as eleições de 2009 com 43,9% dos votos, mas nas eleições de 2012, depois de ter sido campeão na implementação de cortes e privatizações, não ultrapassou 12%. Hoje as pesquisas preveem que terá somente 4,7%.

O To Potami (o Rio), agrupamento recentemente criado pelo ex-jornalista Stavros Theodorakis, é abertamente pró-europeu e coloca como condição para a sua participação no futuro governo que surgirá das eleições de domingo, a aplicação rigorosa das reformas estruturais exigidas pela Troika e pelos credores. Embora seu programa seja conservador, discursivamente se posiciona "no centro" e não está claro quem apoiará no Parlamento.

O Gregos Independentes, um partido nacionalista de direita, nascido de uma ruptura do Nova Democracia, pede o fim imediato do pagamento da dívida. A nível europeu, exige que se fortaleça o papel dos estados membros e que se diminua o da Comissão Europeia (CE).

O Partido Comunista Grego (KKE), um partido de arraigada tradição estalinista, propõe a saída imediata da UE e da OTAN e defende a cessação imediata do pagamento da dívida, uma proposta "soberanista de esquerda". Tem uma importante presença nos sindicatos e militância operária, mas leva a frente uma orientação sectária, avessa às ações unificadas com o resto dos trabalhadores agrupados em outros sindicatos e movimentos.

O Antarsya, coalizão da esquerda anticapitalista grega, tem uma importante participação nas lutas, integrado por diferentes grupos, como NAR (Nova Corrente de Esquerda), que é uma ruptura do KKE; o SEK (Partido Socialista dos Trabalhadores), ligado ao SWP britânico; e o OKDE-Spartacos (seção grega da tendência internacional do Secretariado Unificado), entre outros grupos menores. Nas eleições de 2012 teve 0,33% dos votos.
Para estas eleições, o Antarsya formou uma aliança eleitoral com outros grupos, entre os quais está o Plano B, partido liderado pelo ex-presidente do Syriza, Alekos Alavanos. Este partido foca o seu programa na "saída do euro" e na desvalorização da moeda, um programa soberanista que propagandeia uma espécie de "governo de unidade popular" e a colaboração com a burguesia nacional para "reconstruir o aparato produtivo" grego e um "capitalismo nacional".

No espectro da esquerda anticapitalista, também existem outros grupos menores, como EEK e OKDE.

Agências: EFE

Artigos relacionados: Internacional









  • Não há comentários para este artigo