Movimento Operário

LUTA CONTRA AS DEMISSÕES

Protesto na Volks: a força está na unidade dos trabalhadores

12 Jan 2015   |   comentários

Hoje uma grande marcha tomou a Via Anchieta em São Bernardo do Campo no ABC paulista, era uma marcha composta por cerca de 7mil trabalhadores da Volkswagen que se encontraram no meio do caminho com trabalhadores que vinham em marcha da Mercedes Benz.

Hoje uma grande marcha tomou a Via Anchieta em São Bernardo do Campo no ABC paulista, era uma marcha composta por cerca de 7mil trabalhadores da Volkswagen que se encontraram no meio do caminho com trabalhadores que vinham em marcha da Mercedes Benz.

O protesto foi composto também por trabalhadores da Kharmann Ghia, da Ford e diversos grupos de esquerda que foram se solidarizar a luta dos trabalhadores. O Movimento Nossa Classe e a Juventude às Ruas, que estão desde o primeiro dia prestando solidariedade ativa àgreve da Volks estiveram presentes com um bloco com mais de 50 pessoas de diversas categorias. Professores de São Paulo, Santo André e Jundiaí; delegados sindicais da Caixa Econômica Federal; estudantes e trabalhadores junto com o combativo SINTUSP e metroviários demitidos que integram o Metroviarios Pela Base, entoavam palavras de ordem chamando a unidade das categorias para vencer os governos e os patrões.

“Não vai passar nenhuma demissão! Volks e Mercedes pela readmissão!!!â€

A marcha de hoje unificou as duas grandes montadoras que estão demitindo, porém é uma unidade formal, pois o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, não tem política para unificar as demandas para combater o inimigo das duas fábricas: os patrões e o governo federal e seus ajustes que visam tirar direitos trabalhistas duramente conquistados. Ao contrário, a ilusão nas negociatas a portas fechadas com a patronal e com o governo e uma extensa pauta de reivindicação que tira as demissões do foco fazem parte da política do Sindicato para encontrar uma saída com o mínimo de conflito possível.

Com a presença de Luís Marinho, ex-presidente do sindicato e ex-ministro do trabalho, atual prefeito de São Bernardo e diversas outras personalidades petistas, o sindicato coloca que a saída para as demissões é a implementação do PPE (Plano de Proteção ao Emprego) e discursam que o governo ajudou as empresas nos últimos anos, o que é a mais pura verdade com a isenção de impostos, fazendo seus lucros irem àaltura, por isso, os trabalhadores devem confiar que Dilma e o Ministério do Trabalho reverterão as demissões. Além disso, entre os pontos levantados pelo sindicato estão a renovação da frota de caminhões e a aceleração do credito, essas políticas mostram que a estratégia do sindicato é de conciliação, já que pregam que é possível ter uma saída que seja boa tanto para os patrões quanto para os peões.

O que o sindicato se nega a dizer é que essas demissões que vemos hoje na Volks e na Mercedes fazem parte de um plano profundo do governo para readequar a produção de uma maneira que os lucros dos capitalistas sigam sendo garantidos. Os patrões que fizeram os trabalhadores suar com muitas e muitas horas extras, acumularam mercadoria no pátio já lotado e agora podem demitir para garantir mais lucro. As patronais multimilionárias não se importam com 800 famílias nas ruas, querem seguir lucrando enormemente mesmo com a população super endividada.

Para vencer os trabalhadores precisam superar os acordos entre sindicato, empresa e governo, somente com a mobilização ativa e com os métodos próprios da classe trabalhadora será possível reverter as demissões e impedir que a crise seja descarregada nas costas dos trabalhadores. Os trabalhadores devem confiar somente na sua própria força e atuar de maneira independente dos governos e dos patrões. Se a empresa alega crise, que mostre suas contas. Para não demitir que a empresa diminua a jornada de trabalho, sem redução de salário! Para fazer com que a luta avance é necessário unificar já os trabalhadores da Volks e da Mercedes e toda a categoria metalúrgica, para isso pensamos que deva ser convocada imediatamente uma assembleia geral de todo o sindicato, para que juntos possam debater e aprovar um plano de luta pra valer.

Nós seguiremos apoiando a greve da Volks e atuando para que o apoio desde fora seja parte da força que os trabalhadores precisam para vencer, pois entendemos que a unidade dos trabalhadores é mais forte do que qualquer patronal! Que a crise seja paga pelos capitalistas!

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