São Paulo

Professores e estudantes em defesa da água e da saúde dos trabalhadores

23 Oct 2014   |   comentários

Na manhã dessa quinta, dia 26, ocorreu um ato no Terminal Ouro Verde em defesa da água em Campinas. Organizado pelo Movimento Professores Pela Base e contando com o apoio e participação do Centro Acadêmico de Ciências Humanas(CACH) da Unicamp, professores da região e estudantes desmentiram as afirmações da prefeitura e governo de que não vem faltando água em (...)

Na manhã dessa quinta, dia 26, ocorreu um ato no Terminal Ouro Verde em defesa da água em Campinas. Organizado pelo Movimento Professores Pela Base e contando com o apoio e participação do Centro Acadêmico de Ciências Humanas(CACH) da Unicamp, professores da região e estudantes desmentiram as afirmações da prefeitura e governo de que não vem faltando água em Campinas.

Chico Nery, professor de Biologia da rede pública no DIC, denunciou “a péssima qualidade da água retirada do volume morto, que por sua alta concentração de produtos químicos durante o tratamento, adoece as crianças e idosos†. Em tom de brincadeira, perguntou: “alguém acredita que Jonas, Alckmin, Aécio e Dilma bebem volume morto? Estão é tomando água mineral†. Em diálogo com a população, os manifestantes esclareceram que a atual crise hídrica é fruto de décadas de desmatamento e destruição de mata ciliar, causadas pelas empresas, construtoras e o agronegócio, e não responsabilidade dos trabalhadores em suas residências nos bairros mais pobres, como tenta transparecer a SANASA e prefeitura com suas multas contra a população.

Na conversa com a população durante a entrega dos panfletos, ficava explícita a indignação com a atual situação e o apoio recebido nas filas de ônibus. Danilo Magrão, professor de Sociologia na escola estadual Maria Julieta de Godoi, disse que “é preciso lutar por uma SABESP e SANASA sob controle e gestão dos trabalhadores e da população, já que desde o escândalo da SANASA em que Dr.Hélio e sua máfia roubaram milhões de Campinas, e agora com a falta total de planejamento que gerou a atual crise, fica claro que somente os trabalhadores e o povo pobre podem dar uma saída para a crise hídrica em São Paulo. Tentam botar a crise em São Pedro, e o coitado não pode nem se defender pra dizer que o que estamos vivendo tem a ver com incompetência de gestão, e não somente com falta de chuvas†.

Tatiane Lima, estudante da Unicamp e coordenadora do CACH, afirmou que “hoje quase 1/3 da água tratada é perdido no sistema pela péssima manutenção, com vazamentos em canos antigos e goteiras por toda a cidade. Essa água perdida solucionaria todo o sufoco que os bairros mais pobres tiveram nos últimos dias. Acreditamos que se essa empresa fosse gerida pelos seus próprios funcionários, em conjunto com associações de bairro e sindicatos, nem a população e nem o meio ambiente estariam sofrendo como hoje†.

Ao encerramento do ato, os professores e estudantes ali presentes afirmaram que irão seguir com debates e manifestações nos próximos dias, já que não aceitarão a água de péssima qualidade que está sendo distribuída, e convidaram a população para estar presente em um ato em frente a SANASA na próxima terça-feira, em horário a ser divulgado nas redes sociais.

Artigos relacionados: São Paulo









  • Não há comentários para este artigo