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METRÔ DE SÃO PAULO

Privatização e precarização do transporte: empresários lucram, a população paga a conta!

11 Dec 2013   |   comentários

Segundo levantamentos da própria Confederação Nacional de Transportes, o Brasil precisaria de um investimento de R$ 800 bilhões para superar o histórico prejuízo de infraestrutura e transporte. Levando em consideração o investimento médio de R$ 15 bilhões/ano (inferior a 1% do PIB nacional) que é efetivado, o tempo de adequação para criação de rodovias, portos, aeroportos e transporte urbano para atender as necessidades sociais e econômicas seriam de pelo menos 50 anos. Para responder esse problema estrutural, a política do governo petista, com Lula e agora Dilma, baseia-se no novo conceito de privatização, que adquiriu o nome de PPP’s, criada por Fernando Haddad quando era Ministro do governo Lula.

A PPP é uma parceria entre o Estado e a Iniciativa privada, a qual o governo assume grande parte da realização das obras, enquanto destina para as grandes empreiteiras, empresas e multinacionais, toda a concessão do faturamento da prestação de serviços. Um exemplo é o próprio Plano de Concessões anunciados por Dilma, colocando mais de R$ 300 bi em projetos de expansão de rodoviais, portos e aeroportos nas mãos de grandes conglomerados e consórcios (CCR, Oderbrecht, Camargo Correa, além do capital estrangeiro) que passam a lucrar e controlar serviços públicos estratégicos. Paralelamente a isso, o governo mantém o superávit primário para o pagamento rigoroso dos juros e amortizações da dívida pública, atualmente 47% do orçamento público da União, favorecendo um punhado de capitalistas que especulam e enriquecem através das ações e títulos da dívida.

Ou seja, o transporte virou um grande negócio para empresários e políticos no Brasil, em vários casos uma verdadeira máfia. Enquanto a população vive diariamente como sardinha enlatada em ônibus e trens, percorrendo grandes distâncias e consumindo mais de 4 horas para ir e voltar ao trabalho todos os dias. E como em todo o negócio no capitalismo, as fraudes nas licitações, o superfaturamento das obras, os imensos desvios para pagamento de propinas, são parte de esquemas de corrupção inerentes ao modelo de PPP’s, como vemos atualmente com os escândalos na formação de cartel multimilionário envolvendo o tucanato e seus aliados em São Paulo e no Distrito Federal.

O dinheiro para a estatização dos transportes públicos e para expansão do sistema metro-ferroviário, sob controle dos trabalhadores e usuários, deve vir do não pagamento da dívida pública e de impostos progressivos aos capitalistas! Abaixo as PPP’s!

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