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CUBA

Primeira visita oficial do alto escalão do governo norteamericano a Cuba

21 Jan 2015   |   comentários

Esta semana acontecerá um novo fato histórico no restabelecimento das relações entre os EUA e Cuba.

Esta semana acontecerá um novo fato histórico no restabelecimento das relações entre os EUA e Cuba. Roberta Jacobson, máxima autoridade diplomática estadunidense para a América Latina, encabeçará uma visita oficial àilha na qual tentará fazer com que o governo cubano elimine as restrições de viagem aos seus diplomatas e converta a Seção de Interesses em uma embaixada. Será a primeira visita de um alto funcionário do Departamento de Estado àilha em 38 anos.

“Nós estamos esperando que os cubanos eliminem as restrições de viagem para tratar de aumentar o nosso pessoal diplomático, conseguir que se possa fazer entregas para nossa missão e que os cubanos possam entrar livremente na nossa missão†, disse uma alta fonte do Departamento de Estado em uma coletiva telefônica. Mais tarde se esclareceu que ele se referia às restrições aos funcionários estadunidenses, que geralmente não podem sair de Havana, exceto em ocasiões especiais. O mesmo se aplica aos delegados cubanos em Washington.

A fonte disse que Washington espera restaurar sua embaixada em Havana “nos próximos meses†, onde só conta uma Seção de Interesses desde a ruptura de relações mais de 50 anos atrás. No entanto, disse que é difícil prever o resultado das negociações e que a nova política de Obama para Cuba depende de “consentimento mútuo†das partes. “Estamos dispostos a acelerar o ritmo dos compromissos (...), mas dependerá muito da tolerância do Governo cubano a esse compromisso.â€

A visita de Jacobson foi precedida neste fim de semana por uma delegação de seis parlamentares norte-americanos membros do Partido Democrata, encabeçada pelo senador Patrick Leahy, que já tinha visitado a ilha em 2012 e 2013 e tinha conversado com o cidadão Alan Gross, preso por cinco anos em Cuba acusado de espionagem, e libertado em 17 de dezembro no marco dos acordos históricos entre Washington e Havana que reestabeleceram as relações diplomáticas.

Leahy foi parte da comitiva que levou Gross de volta para os EUA. Um mês depois, ele voltou a Cuba para ter reuniões com membros do governo cubano, da Seção de Interesses dos EUA e com os embaixadores de Espanha, México, Noruega e Colômbia. Nós queremos “perceber o quê estão dispostos a fazer Cuba e Estados Unidos para que seja possível uma relação construtiva†, disse Leahy em um comunicado.

Esta visita ocorreu no dia seguinte àentrada em vigor dos acordos: Cuba já libertou um total de 53 presos políticos, enquanto os EUA flexibilizou algumas restrições para o comércio e os investimentos.

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