Movimento Operário

Greve dos Garis do RJ

Prefeitura arrisca vidas contra a greve dos garis

17 Mar 2015   |   comentários

Aprofunda a política de ataque ao direito de greve do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e da Comlurb e arriscam vidas de pessoas contratadas sem treinamento, segurança e EPIS (Equipamento de Proteção Individual).

A greve dos garis do Rio de Janeiro chega no quinto dia e se aprofunda a política de ataque ao direito de greve do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e da Comlurb e arriscam vidas de pessoas contratadas sem treinamento, segurança e EPIS (Equipamento de Proteção Individual).

O laboratório de ataques é parte da preparação para o ano de 2016, ano em que concentra as Olimpíadas, eleições para prefeito e vereadores e o mês do dissídio da categoria cairá novamente no período do carnaval.

São vários os registros nas redes sociais em que mostram que o plano de contigência é uma verdadeira demonstração de que para os governos e patrões não tem economia de dinheiro para atacar o direito de greve contratando pessoas para trabalhar nas coletas e varredura no lugar dos garis grevistas,ao mesmo tempo que provoca a categoria com a proposta inicial de 3%.
Paes fez um discurso reacionário para dividir os trabalhadores dizendo que poderia colocar uma barraquinha no Comperj e conseguiria contratar 18 mil operários da construção civil demitidos para substituir os garis, justificando que vivemos em um período econômico difícil com tendência a demissões. Mas sabemos que estes ajustes são aplicados pelo governo Dilma e os governos estaduais para descarregar a crise dos capitalistas nas costas dos trabalhadores.

A Comlurb está contratando homens e mulheres, e menores de idade, pelo valor de 100 reais por dia trabalhado, sem nenhuma proteção. Além de ser um ataque ao direito de greve é um desrespeito e humilhação com os garis que precisam passar por treinamentos e são obrigados a ter medidas de segurança no trabalho, ainda que até mesmo os garis sofrem constantemente com a insalubridade e falta de equipamentos. Também é uma grande irresponsabilidade e descaso com a vida dos que são contratados, pois não recebem botas protetoras para a coleta, luvas, correndo o risco de cortes, contaminação e acidentes graves nas coletas e varreduras.

Alguns assessores de deputados, como do deputado federal Pedro Paulo (PMDB) e políticos do governo Paes estão indo nas gerências coagir os garis para que trabalhem, fazendo um verdadeiro terrorismo. Alguns gerentes estão levando garis da poda para trabalhar em caminhões de coleta em outras gerências.

Além disso, a Comlurb utiliza da repressão e coerção para atacar o direito de greve colocando a PM e a Guarda Municipal para fazer a escolta dos que estão trabalhando sob pressão e os contratados, mostrando que a verdadeira ilegalidade está em como a Comlurb e prefeitura passam por cima da vida e dos direitos dos garis e trabalhadores.

Amanhã (18/03) às 14h30 ocorrerá nova audiência de conciliação no Tribunal Regional de Trabalho (TRT).

Pelo direito de greve dos garis!
Abaixo o plano de contigência e repressão do governo Eduardo Paes e da Comlurb!

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