Movimento Operário

Debate na Conlutas

"Precisamos organizar desde já a luta contra os ajustes"

02 Dec 2014   |   comentários

Movimento Nossa Classe defende a encontros de trabalhadores de base desde o início do ano, mas direção majoritária da central rejeita proposta.

Em reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas ocorrida nos dias 28, 29 e 30 de novembro, Danilo Magrão, professor da rede pública de São Paulo e integrante do Movimento Nossa Classe, defendeu uma proposta de resolução por um Encontro de base dos trabalhadores para organizar a luta:

“A composição do novo ministério de Dilma já é uma confirmação dos ataques e ajustes que virão aos trabalhadores. O ano de 2015 será marcado por uma política de austeridade e ajustes para que os trabalhadores paguem a conta da crise capitalistas que agora chega com mais força ao Brasil. Para implementar essas medidas os governos contam com a burocracia sindical da CUT, CTB e Força Sindical para servir como correria de transmissão desses ataques.

A CSP-Conlutas precisa reivindicar para si a verdadeira bandeira de defesa do emprego, dos salários e dos direitos. Necessitamos ser a ponta de lança da mais ampla unidade de ação contra esses ataques dos governos, inclusive para desmascarar a direção dessas centrais pelegas.

Desde já é necessário soltar um amplo chamado para um encontro que construa uma unidade entre as organizações de esquerda, e junto àbase dos trabalhadores que se radicalizam, como garis e rodoviários, para formular um programa com independência de classe que realmente defenda nossos direitos.

Por isso achamos que a CSP-Conlutas deve convidar as Intersindicais, os movimentos sociais, os trabalhadores que protagonizaram as lutas antiburocráticas esse ano, bem como os movimentos sociais que compartilham com esses objetivos, para construir encontros nacionais e estaduais que preparem uma forte luta pela demanda dos trabalhadores e população, contra os ataques dos governos†.

Cacau, membro da Secretária Executiva Nacional da Conlutas e militante do PSTU, defendeu contra a proposta afirmando que o conteúdo da proposta já estava na resolução sobre analise de conjuntura, se opondo a realização do chamado ao encontro, já que seria necessário esperar para caracterizar a possibilidade de dialogar com setores de trabalhadores que surjam ano que vêm contra os ataques dos governos.

A proposta foi suprimida, ainda que diversos delegados votaram a favor da nossa proposta ou se abstiveram. Assim, o PSTU, como direção majoritária da central, se colocou com um obstáculo para que a Conlutas cumpra um papel de vanguarda na organização dos trabalhadores, jovens e movimentos populares combativos desde o início de 2015, apesar de todos os sinais do novo governo Dilma já apontam para importantes enfrentamentos que exigem essa preparação desde o início do ano.

A política da CUT de impulsionar um movimento em defesa da “governabilidade†do novo mandato de Dilma, para o qual tem atraído inclusive o PSOL e o MTST, exigem que a Conlutas reveja essa postura para que possa se colocar como uma alternativa desde já. A partir do Movimento Nossa Classe, seguiremos batalhando por isso.

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