Gênero e Sexualidade

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Pré-lançamento da Casa Rosa: uma atividade com cultura e política em combate às opressões

10 Mar 2015   |   comentários

No último dia 07, em Campinas, o grupo de mulheres Pão e Rosas organizou uma atividade de pré-lançamento da Casa de Política e Cultura, a Casa Rosa (que propositalmente leva no nome a marca do combate às opressões com uma homenagem à importante revolucionária alemã, Rosa Luxemburgo).

A data do pré-lançamento, após o ato em Campinas do Dia Internacional de Luta das Mulheres, foi escolhida para marcar o perfil que buscamos expressar através da Casa, num espaço que seja aberto para a discussão e ação na luta contra todo o tipo de opressão às mulheres, axs negrxs, às LGBTs e onde os oprimidos possam ter voz ativa. Por isso construímos antes um bloco antigovernista no ato, com professoras que se enfrentam com a precarização do Alckimin, trabalhadoras de outras categorias e estudantes, porque queremos fortalecer nossa luta, num contexto em que os direitos democráticos das mulheres e LGBTs vem sendo atacados por setores reacionários, homofóbicos e machistas, que são da base aliada do governo do PT, como os deputados Eduardo Cunha e Bolsonaro, abertamente contra os direitos ao aborto, contra a criminalização da homofobia e o casamento igualitário. No ato colocamos a posição contrária das mulheres aos cortes do governo, no qual Dilma aplica ajustes na economia para cortar a comida dos trabalhadores e manter os lucros dos empresários, retirando direitos e aumentando o custo de vida.

O projeto político da Casa Rosa, como um centro de arte, cultura e política de cunho antigovernista, crítico aos governos e aberto à construção de uma alternativa política independente dos trabalhadores e da juventude da cidade, como um dos poucos espaços abertos numa perspectiva combativa e revolucionária, ganha uma importância maior no atual contexto nacional de crise política e econômica. Um momento de recessão com o aumento das demissões, os cortes dos gastos públicos e dos direitos dos trabalhadores, uma realidade que já vem afetando ainda mais às mulheres, que são as que ocupam os postos de trabalho mais precários e enfrentam a dupla jornada de trabalho trabalhando o dobro por salários mais baixos do que os homens.

A atividade mostrou uma prévia do que estamos planejando como projeto político e cultural para a Casa contou uma exposição de diversas obras de artes plásticas com o tema da mulher e as opressões. A maioria dos artistas que apresentaram seus trabalhos são estudantes de Artes Visuais da PUCC, mas contamos também com artistas de outros meios da cidade. Foram em torno de 15 obras diferentes incluindo um zine feito pela artista Samanta Tavares, dedicado à inauguração da casa.

A atividade contou também com a presença de várixs estudantes da Unicamp que participaram do ato junto ao Centro Acadêmico de Ciências Humanas - CACH, que construiu ativamente o 8 de março na Unicamp durante a calourada realizando uma recepção aos ingressantes sem qualquer tipo de opressão e violência e denunciando que as Reitorias das universidades são coniventes com a opressão.

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