Movimento Operário

Por um plano de luta ativo em defesa do Hospital Universitário

05 Sep 2014   |   comentários

A força da greve e da grande aliança em torno da defesa do Hospital Universitário da USP obrigou a Reitoria e o Conselho Universitário a adiarem em 30 dias a votação sobre a desvinculação do HU. A ameaça de desvinculação do HU mobilizou forças pra além da greve dos trabalhadores, trazendo estudantes de medicina e outros cursos, médicos, parlamentares e muito apoio popular, resultando num ato de mais de mil pessoas em frente à reunião do CO na última (...)

A força da greve e da grande aliança em torno da defesa do Hospital Universitário da USP obrigou a Reitoria e o Conselho Universitário a adiarem em 30 dias a votação sobre a desvinculação do HU. A ameaça de desvinculação do HU mobilizou forças pra além da greve dos trabalhadores, trazendo estudantes de medicina e outros cursos, médicos, parlamentares e muito apoio popular, resultando num ato de mais de mil pessoas em frente àreunião do CO na última semana. Isso porque se trata de um enorme ataque que quer colocar nas mãos das fundações privadas o HU, avançando em sua privatização.

Ainda que o adiamento tenha sido imposto pela mobilização, o Reitor Zago não adiou a votação por estar realmente preocupado em ouvir a opinião da comunidade acadêmica sobre os impactos que a desvinculação do HU pode ter na qualidade do ensino. Seu objetivo é ganhar tempo apostando no desgaste da greve, em separar a luta contra a desvinculação da luta das outras pautas da greve e ir ganhando setores para o seu projeto de desvinculação. A desvinculação do HRAC de Bauru foi um primeiro golpe neste sentido, e portanto devemos levantar firmemente a luta pelo retorno imediato do HRAC para a USP!

A Comissão votada a partir do CO nada mais será que um comitê pra conquistar novos aliados pro projeto de Zago, de desmonte da Universidade, por isso não podemos ter nenhuma ilusão nesta Comissão, e devemos organizar a luta com nossas próprias forças. Por isso, o adiamento, ainda que tenha sido uma conquista parcial da mobilização, não pode de forma alguma fazer retroceder o nível de mobilização: é preciso organizar um forte plano de luta que deve começar por consolidar a unidade entre trabalhadores, estudantes, professores e médicos. É preciso ampliar e aprofundar o apoio da população mostrando que a luta contra a desvinculação é parte da luta pela saúde pública. É preciso organizar grandes marchas, debates, paralisações para colocar a luta do HU na rua, transformando em uma grande causa popular.

Os trabalhadores do HU já estão dando um grande exemplo passando de casa em casa na região, condomínios, feiras, levando um abaixo-assinado contra a desvinculação que já conta com mais de 10 mil assinaturas. É preciso, a partir da força dos trabalhadores, organizar reuniões nos bairros e assembleias populares que possam transformar a população usuária na região em sujeito ativo desta grande batalha. Todos e todas contra a desvinculação do Hospital Universitário da USP! O HU é nosso e do povo!

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