Movimento Operário

METRÔ

Por que devemos parar no dia 11?

04 Jul 2013   |   comentários

Todos àassembléia de 10/07! Vamos construir uma grande paralisação!
Nós, delegados sindicais da Agrupação Metroviários pela Base, apresentamos 7 pontos para dialogar com os metroviários sobre a necessidade de paralisarmos no próximo dia 11/07, dia de mobilização nacional chamado pelas centrais sindicais.

1) Porque como a juventude e o povo disseram nas ruas: Não é somente por 0,20 centavos! Nós metroviários podemos oferecer uma resposta concreta a precarização do transporte público, nos colocando em luta por um programa que defenda Passe Livre Já para a população, através do não pagamento da dívida pública e de subsídios aos empresários que controlam o transporte. Estatização de todo os transporte público sem indenização: podemos impor um golpe na política de privatização do Metrô de Alckmin exigindo a reestatização da L4 Amarela e o fim das PPP’s no projeto de expansão. Nesse dia 11 é a oportunidade para tirar o transporte das mãos dos partidos políticos corruptos e das empreiteiras que financiam suas campanhas, e colocar os trabalhadores e os usuários no controle! Basta de salários altíssimos para o alto escalão do poder público, enquanto nós trabalhadores ganhamos uma miséria! Que todos os políticos ganhem o mesmo salário que um professor!

2) Pela importância dos metroviários aderirem a paralisação. Fortalece a mobilização nacionalmente, já que o Metrô cumpre um papel estratégico na economia estadual e é responsável por 0,6% do PIB nacional. Se paramos por questões mais gerais de interesse do conjunto da população, ganhamos seu apoio para nossas próximas batalhas e campanhas salariais.

3) Porque não estaremos sozinhos! Nacionalmente mais de 27 categorias já aderiram as paralisações e a expectativa é que mais de 300 mil trabalhadores tomem as principais avenidas de diversas cidades e estados. É um cenário diferente de 2007 da derrota da greve contra a Emenda 3 por responsabilidade da Diretoria do Sindicato na época, cujo objetivo era defender o veto do recém reeleito Presidente Lula e traumatizou toda a categoria. Hoje temos manifestações de centenas de milhares nas ruas com a perspectiva de uma paralisação nacional, que abre um questionamento dos principais partidos dominantes, PT e PSDB, em torno de questões justas e democráticas. Sabemos que não podemos confiar na burocracia sindical da CUT, Força sindical, CTB e companhia, mas a melhor forma de fazer com que sejam obrigados a parar é que nós paremos para dar o exemplo, e as categorias que eles dirigem nacionalmente exijam que eles também parem.

4) Pelo fato de nessa nova situação nacional, onde os protestos ganharam uma dimensão que até os governos e políticos tiveram que reconhecer sua “legalidade†, é muito mais difícil de Alckmin e a Direção da Empresa impor qualquer tipo de perseguição ou represália aos trabalhadores que pararem, com o risco que se fizerem terão que arcar com um imenso custo político de repercussão nacional e internacional, onde teremos não só condições internas para barrar qualquer tipo de ataque como contaremos com um amplo apoio de outras categorias e da população.

5) Pois não podemos confundir greve política com greve eleitoral! Somos contra os partidos que se utilizam do método da paralisação para se beneficiar eleitoralmente. Entretanto, em especial no Metrô pela função social que cumpre nosso trabalho, mesmo quando fazemos greve por reivindicações econômicas essa já assume uma importância política. Devemos denunciar a reforma política, o plebiscito e os 5 pactos de Dilma a serviço de tirar o foco das manifestações nas ruas. Isso tudo é uma farsa, pois não podem ser os próprios políticos corruptos que decidem qual é a melhor saída! É preciso combater a tentativa de desvio do governo, apoiado pelas principais centrais governistas como a CUT e a CTB, que querem transformar o 11/07 num dia de apoio a política do Governo.

6) Muitos perguntam: Se o sindicato não parou na campanha salarial, vai parar agora? Compartilhamos do sentimento dos muitos companheiros que estavam dispostos a ir para greve na última campanha salarial, inclusive porque naquele momento defendemos a greve. Entretanto, a resposta ao equivoco da política do sindicato não pode ser não aderir a paralisação agora. Pelo contrário, devemos exigir que nosso sindicato ao invés de só “falar†em paralisar, de fato organize a mobilização na base, indo nas áreas, organizando setoriais e construindo a paralisação em toda a categoria.

7) Por que ao mesmo tempo que mostramos para a população que somos sérios em lutar por suas reivindicações, é o melhor momento para lutarmos por nossas demandas. Por melhores condições de trabalho! Paralisar o funcionamento do Metrô é a melhor arma que temos para dizer Chega de Sufoco! Denunciando a falta de quadro operativo que aumenta cotidianamente nossa carga de trabalho! É o momento ideal de retomar a luta pelas nossas reivindicações que não foram atendidas na campanha salarial: Contratação de mais funcionários, redução da jornada para 36hs semanais, Periculosidade de 30% para operação, Equiparação Salarial para todos!

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