Juventude

DIRETÓRIO ACADÊMICO DA UNESP DE RIO CLARO - GESTÃO POR UMA QUESTÃO DE CLASSE

Pela real democratização da universidade: Construir um forte ato no dia 6 de dezembro!

03 Dec 2009 | Visite o blog: www.darioclaro.wordpress.com   |   comentários

Nos últimos anos, estudantes, funcionários e um setor de professores tem construído um importante processo de resistência àmercantilização
do ensino e àprecarização da educação nas Universidades em nosso país. O processo que construímos no primeiro semestre de 2009, nos enfrentando contra o projeto da UNIVESP e do PDI, em solidariedade àluta pela readmissão de Brandão e contra àrepressão em todas as Universidades, é parte dos combates que o movimento universitário brasileiro vem construindo. De norte ao sul do país, as lutas contra a reforma universitária (REUNI) de Lula, os decretos de Serra, a expansão
eleitoreira da UNESP e os aumentos abusivos de mensalidade nas particulares, abalaram a burocracia acadêmica, governos e empresários, só podendo estes com muita repressão e perseguição política, como não víamos a décadas, frear o movimento. Além de tudo, ainda nos enfrentamos com a UNE, co-autora do projeto de reforma universitária do governo Lula e braço do governo federal.

Nesse segundo semestre, já em clima eleitoral, os de cima voltam novamente àmostrar a cara. Serra quer mostrar que consegue mercantilizar a educação tanto quanto Lula e reprimir os lutadores, e por isso mostrar que tem gabarito para ser presidente. Para isso, mesmo com as eleições universitárias sendo uma farsa, decidida por meia dúzia de burocratas, ele contraria o colégio eleitoral da USP e com medida ditatorial elege a dedo para a reitoria o segundo colocado Grandino Rodas. Professor da Faculdade de Direito que mandou a tropa de choque na calada da noite para por fim àuma ocupação em 2008 na Faculdade, será este o fantoche de Serra para continuar os ataques na USP. Na Unesp, junto com seu pupilo, o reitor Hermann, trai o acordo do final da greve e irá implementar a Univesp nesse ano, com o vestibular no próximo 6 de dezembro.

Já Lula, com muita demagogia, anuncia que o novo ENEM é o fim do vestibular, já que algumas federais unificarão a classificação a partir da prova. Nada mais falso, em um país que, mesmo com o novo ENEM, apenas 13,9%1 da juventude terá acesso às Universidades( sendo destas quase 80% particulares - financiadas com verba pública através do PROUNI), um dos piores índices da América Latina.

Se as lutas estudantis, as demissões frente o início da crise econômica no final de 2008 e em 2009, a escalada repressiva nos morros e favelas, a perseguição política ao MST, Sintusp e diversos outros movimentos, a crise no Senado, as greves que ocorreram nesse ano, são apontamentos de um cenário político nacional que pode tornar-se convulsivo com o desenvolver da crise no Brasil e no mundo (que está longe de ser resolvida como mentem os empresários), o que prima hoje ainda é o conformismo de anos de neoliberalismo e a ilusão nos governos fruto do último ciclo de crescimento e pelo papel de Lula. É apoiando-se nessa estabilidade política que Lula e Serra, com a Univesp e o novo ENEM, buscam aparecer como os que democratizam a educação em contraposição ao movimento estudantil.

Para o DA, esse é um momento fundamental para os estudantes da Unesp saírem as ruas e levantar a bandeira pela real democratização da Universidade e desmascarar os governos. É preciso dizer aos milhares de estudantes que não somos contra àUnivesp porque somos elitistas como diz Serra, mas porque achamos que os governos que repassam milhões aos empresários e banqueiros corruptos tem plenas condições de garantir vagas presenciais para todas e todos. Governo que deve garantir também bolsas para que os professores da rede pública possam concluir seus estudos com dignidade e tenham condições de sustentar suas famílias. Temos que sair às ruas para desmascarar que não será o novo ENEM de Lula que vai democratizar a educação superior, mas somente o fim do vestibular, funil social que não permite que a juventude trabalhadora possa estudar. Precisamos nos unificar com os estudantes que já sabem que não conseguirão entrar nas públicas e que terão que estudar nas particulares, lutando pela redução radical das mensalidades e construindo uma forte luta pela estatização dos monopólios particulares, como o grupo Anhanguera presente em Rio Claro, cujos donos que lucram horrores com o dinheiro contado de milhares de jovens são grandes empresários norte-americanos.

Por isso, convidamos a todos estudantes a participar e organizar conosco um ato público no dia 6 de dezembro, dia do vestibular da Univesp e do ENEM, pela real democratização da Universidade. Consideramos fundamental que a nossa luta extrapole os muros da Universidade e mostre a todas e todos que é hora de lutar em defesa da educação pública, presencial e de qualidade para todos.

Mais verbas para a educação: basta de repasse de dinheiro público aos empresários e

banqueiros. Não pagamento da dívida externa para investir na educação!

Abaixo àUNIVESP! Ampliação do ensino presencial e de qualidade em toda a UNESP!

Bolsas de estudos para que todos os professores da rede pública possam concluir seus cursos presencialmente!

Contra a farsa do novo ENEM, fim do vestibular e estatização das
particulares para que todos possam estudar!

Notas:

1)http://www. estadao.com. br/estadaodehoje /20091010/ not_imp448766, 0.php

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