Movimento Operário

CAMPANHA SALARIAL DOS METROVIà RIOS DE SÃO PAULO

Pela aliança com a população na luta por transporte público de qualidade e para arrancar nossas demandas estruturais

17 Apr 2014   |   comentários

Depois dos garis do Rio, há um novo clima no movimento operário nacional. Assim como os garis aproveitaram o carnaval, devemos aproveitar a conjuntura da Copa do Mundo (e o ano eleitoral) e a insatisfação popular com os gastos da Copa, para estabelecer uma aliança efetiva e derrotar o governo do estado.

Junto aos companheiros da agrupação que nós da LER-QI impulsionamos com independentes, o Metroviários pela Base, em todas as últimas campanhas salariais lutamos para romper com o script da campanha dos metroviários onde nos limitamos a exercer pressão para conquistar algumas demandas mínimas econômicas, em campanhas que estão muito aquém da força dos metroviários, uma categoria que tem força para parar São Paulo e estabelecer uma aliança com a população que pode arrancar conquistas efetivas em relação àprincipal demanda que surgiu nas jornadas de junho do ano passado: transporte de qualidade e contra os preços exorbitantes.

No entanto, neste ano temos condições mais favoráveis que nunca para colocar de pé uma forte campanha, não somente para arrancar demandas estruturais da nossa categoria, como aumento do quadro que vem sendo deteriorado ano a ano piorando o atendimento àpopulação e as condições de trabalho (como uma enorme diferenciação salarial dos antigos com os novos e jornadas mais estendidas), mas também pelas demandas da população que sofre dia a dia com o transporte. O governo Alckmin está desgastado com os escândalos de corrupção envolvendo o Metrô, as constantes falhas, a superlotação e os assédios que o metrô estimulou em uma campanha no rádio como o “xaveco†. Há um aumento ano a ano de greves econômicas, mas depois de junho estas ganharam outro patamar. Os professores do Rio de Janeiro conseguiram um imenso apoio da população. Depois dos garis do Rio, há um novo clima no movimento operário nacional. Assim como os garis aproveitaram o carnaval, devemos aproveitar a conjuntura da Copa do Mundo (e o ano eleitoral) e a insatisfação popular com os gastos da Copa, para estabelecer uma aliança efetiva e derrotar o governo do estado.

É por essa perspectiva que viemos batalhando para essa campanha, buscando fortalecer um grande movimento pela base que possa impor uma grande greve que impacte na conjuntura estadual e nacional, não nos restringindo àpauta salarial, colocando como um centro a conquista das nossas demandas estruturais, mas incluindo diretamente na nossa pauta demandas da população, que estamos propondo como centro a redução da tarifa, ligada àdenúncia da corrupção e a questão do assédio sexual. Também estamos defendendo uma luta decidida contra a militarização que querem fazer no metrô de SP uma base militar para a repressão na Copa, ocupando um dos pátios da manutenção. É para uma batalha dessa dimensão que estamos propondo também novos métodos de luta, como a liberação de catraca e greves que estejamos dispostos a levar àfrente por dias, como estão fazendo nesse momento os metroviários de Brasília numa grande greve que merece o apoio de todos os trabalhadores do país. Para nós, toda essas lutas tem que ser parte de uma batalha para dar uma saída de fundo para a crise dos transportes, que só pode se resolver arrancando sua gestão da mão dos capitalistas e seus governos, estatizando o conjunto do sistema de transportes sob controle dos trabalhadores e usuários.

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