Movimento Operário

NO SINDICATO DE BANCà RIOS DE SP: CHAPA 2 OPOSIÇÃO INDEPENDENTE

Para retomar nossas entidades para a luta de classes

21 Mar 2014   |   comentários

O grupo que vem dirigindo o sindicato há mais de 30 anos é aliado das direções dos bancos, e no caso da APCEF é o próprio patrão usando outro disfarce. Não àtoa, apesar de alguma retórica a nosso favor, são os mais ativos em frear as greves e impedir a unidade com outras categorias. Estão encastelados no aparelho sindical e não sabem há anos o que é trabalhar num banco. A trajetória desse grupo é simbolizada na trajetória de antigos sindicalistas como Ricardo Berzoini e Luiz Gushiken, que de diretores do sindicato se tornaram parceiros dos fundos de pensão e, uma vez no governo, passaram a ocupar postos centrais na relação entre esse e o sistema financeiro.

Hoje nosso sindicato além de possuir empresas próprias e participar da gestão dos fundos de pensão, no caso da Previ e Funcef, se coloca mais a serviço do governo e dos próprios bancos, do que do lado dos bancários.

Não podemos aceitar essa relação, que na Caixa e no BB é direta, de ter como patrão e como sindicato o mesmo grupo político. A greve dos garis mostrou que os trabalhadores organizados podem derrotar os sindicatos vendidos. Por isso nossa participação na chapa 2 “Oposição Independente†está na perspectiva de levar adiante a unidade mais ampla que começou a se formar nos piquetes de greve do ano passado, partindo das agências da Caixa no centro, na Ag. 7 de Abril e no prédio da Sé, e se expandindo para os prédios do Brás, a Cepti/Osasco (antiga Rerop), e para o Banco do Brasil, Itaú e Bradesco. A chapa 2 representa nestas eleições o interesses dos trabalhadores, de retomar os sindicatos das mãos do sindicalismo chapa branca.

NA ASSOCIAÇÃO DE PESSOAL DA CAIXA –APCEF: CHAPA 3 OPOSIÇÃO ALTERNATIVA

No inicio de 2013, o companheiro Messias – reconhecido dirigente sindical de base da categoria, ativista desde a década de 80, foi demitido por “justa causa†, num processo interno forjado. Graças a muita organização e mobilização, sua demissão foi revertida, o que foi um importante triunfo para toda a categoria, mas o companheiro sofreu outras punições e continua sendo perseguido. A luta em sua defesa é uma luta em defesa da liberdade plena de organização sindical.

Por uma APCEF na luta para retomar o sindicato e devolver a condução da greve aos bancários

Hoje a APCEF não passa de um braço do sindicato de bancários. Nas assembleias de fim de greve dos últimos anos o sindicato demonstra cada vez mais sua enorme falta de representatividade entre os bancários da Caixa, tendo que se apoiar no setor gerencial e na direção da empresa. Contra a vontade dos trabalhadores em greve, a empresa enche a quadra de gerentes para garantir o fim da paralisação, antes de responder a nossas principais reivindicações. Queremos uma APCEF que lute para colocar um basta nesta situação e fazer valer a vontade dos trabalhadores da Caixa.

Por uma APCEF comprometida com unificação de efetivos e terceirizados

Na última greve pudemos ver a força das terceirizadas da Call, no prédio do Brás, que fazem grande parte do atendimento 0800. Elas usam os mesmos sistemas que os efetivos, Rede Caixa, SISGR e outros, enfrentam a mesma pressão dos clientes reclamando dos maus serviços da Caixa e a mesma pressão das chefias por metas, no entanto, recebem pra isso apenas um salário mínimo. Sua adesão aos piquetes foi total e manifestaram sua vontade de entrar em greve junto com os bancários efetivos. Além disso, temos visto uma série de pequenas mobilizações dos vigilantes bancários por melhores condições de trabalho. Queremos uma APCEF que atue no dia a dia para unificar efetivos e terceirizados na luta para que todos passem ao convênio coletivo bancário e sejam efetivados pela Caixa. Trabalhadores efetivos, pessoal da limpeza, vigilantes, telefonistas, operadoras de telemarketing, trabalhadores das lotéricas e correspondentes; estamos todos a serviço da mesma empresa e merecemos os mesmos direitos.

Por um banco a serviço dos interesses dos trabalhadores e do povo

A Caixa é o único grande banco 100% estatal que restou no Brasil, mas isso não significa que ela de fato sirva aos interesses da população. Vemos o quanto suas diretorias são usadas como moeda de troca no toma-lá-dá-cá do congresso nacional. Um dinheiro que deveria servir para toda a população, acaba servindo para interesses dos banqueiros. O caso mais recente do Panamericano está aí para lembrar a todos. Cada vez mais a linha da empresa é afastar a população pobre das agências e tirar o foco dos programas sociais para focar na venda de produtos. Ao contrário desta privatização encoberta, defendemos a Caixa como banco público, mas que seja administrada pelos próprios trabalhadores, e esteja a serviço de conceder crédito barato para a população pobre e financiar verdadeiros projetos de habitação popular e não farsas como o Minha casa, minha vida (que só serve para encher o bolso das construtoras), ou times de futebol.

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