Mulher

Pão & Rosas participa do Encontro de Mulheres Metroviárias

06 Mar 2015   |   comentários

Importante participação das metroviárias do Pão e Rosas e do Metroviários pela Base no 9°Encontro de Mulheres Metroviárias

"Ninguém nasce mulher. Torna - se mulher." Simone de Beauvoir

Importante participação das metroviárias do Pão e Rosas e do Metroviários pela Base no 9°Encontro de Mulheres Metroviárias

Este espaço serviu para aprofundarmos debates acerca de quais demandas nós devemos lutar: o encontro discutiu, entre outras coisas, o problema da violência e do assédio, seja moral ou sexual, às trabalhadoras ou usuárias; a situação de trabalhadores e trabalhadoras terceirizados; a questão do vagão exclusivo para mulheres; a situação alarmante da violência contra a mulher; participação no 8 de março - Dia Internacional da Mulher; além de várias demandas da categoria.

O que permeou a discussão e os debates foram as questões de violência contra a mulher, saúde da mulher, opressões, racismo e homofobia. Além da crítica ao governo do Estado e Federal. O PSDB, que na nossa última greve demitiu ilegalmente 42 metroviários, com sua política de privatização sucateou a educação e agora é responsável pela falta de água em todo o Estado. Se todos trabalhadores são atacados, é entre as mulheres que se despeja mais a crise (dentre elas as negras sofrem ainda mais), pois são as trabalhadoras que tem a dupla jornada, com o trabalho doméstico não remunerado, cotidiano e degradante. São elas que terão a responsabilidade de adaptar o trabalho doméstico e a criação dos filhos com o racionamento de água.

Do mesmo modo, mesmo sendo uma mulher, a presidenta Dilma representa os interesses do Capital e vende todos os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Com a flexibilização dos direitos trabalhistas, que a Dilma aprovou, mais uma vez as mulheres vão ser duplamente atacadas, pois são elas que ocupam os cargos mais rotativos e os serviços mais precários. Além disso, Dilma mantém o aborto ilegal, levando milhares de mulheres àcomplicações e àmorte. Por isso o grupo de mulheres Pão e Rosas, junto com mulheres da agrupação Metroviários pela Base, foi linha de frente em criticar o governo, propondo um bloco classista e anti-governista no ato do 8 e março que expresse a indignação das trabalhadoras frente aos ataques dos governos. Foi aprovada a participação do sindicato dos metroviários nesse bloco.

As mulheres do Pão e Rosas e do Metroviários pela Base também foram contrárias àimplementação de delegacias para mulheres para tratar dos casos de assédio no metrô, considerando que essas delegacias só humilham e desacreditam as denúncias das mulheres. Foi colocado como alternativa comissões independentes compostas por metroviárias e usuárias dentro da secretaria de mulheres do sindicato, para receber as denúncias e apurar os casos de forma independente. Infelizmente essa proposta não foi aprovada e se aprovou a reivindicação de mais delegacias de mulheres, inclusive uma especial para o metrô. Por outro lado, foi aprovado fazer uma grande campanha contra o assédio no metrô através de reuniões entre metroviárias e usuárias, campanhas nos espaços do metrô, exigência de pagamento de tratamento físico e psicológico e indenização às vítimas, entre outras iniciativas. Nesse marco, foi aprovado que as metroviárias não irão reivindicar a criação dos vagões exclusivos para mulheres até que se faça uma pesquisa para saber a opinião das usuárias sobre o tema.

O grupo também foi linha de frente na campanha pela efetivação das terceirizadas sem necessidade de concurso público, pois consideramos que os terceirizados (maioria mulheres) já provam todo dia que estão aptos a trabalhar. Infelizmente foi aprovada a efetivação, mas se manteve a necessidade de concurso para aquelas que já trabalham no Metrô, o que pode deixar brechas para a demissão desses trabalhadores. Uma pauta central aprovada que foi defendida pela Pão e Rosas e MpB foi que a readmissão dos metroviários seja um eixo da campanha salarial deste ano. Também foi colocada a proposta de construção de uma secretaria LGBTT, debates, cartilhas e filmes sobre esse tema.

Além disso, foi levada pelas mulheres do MpB e pelo grupo de Mulheres Pão e Rosas propostas referentes àcategoria, como uma campanha de combate ao assédio moral, muito sentido pelas trabalhadoras, com cartilhas explicativas, campanha de conscientização dos homens da categoria, reuniões e orientação das trabalhadoras terceirizadas e Jovem Cidadãs. Também foram aprovadas as reivindicações de lavanderias, creches e restaurantes nos locais de trabalho, garantidos pela empresa, para acabar com a dupla jornada das metroviárias, além da reivindicação de ampliação da licença maternidade para um ano e da paternidade para 4 meses.

Que os setores mais oprimidos sejam linha de frente contra todos os ataques e pelos seus direitos! Que os capitalistas paguem pela sua crise!

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