Palavra Operária Nº111 - versão eletrônica

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Editorial

CHAMADO AOS SINDICATOS

Um plano emergencial para enfrentar a crise da água

Precisamos retomar o caminho de junho e colocar os sindicatos a serviço de uma luta unificada da classe trabalhadora em aliança com o povo pobre dos bairros mais atingidos.

ABSURDO

Não ao aumento da tarifa de água!

Por: redação do site Palavra Operária Na sexta-feira (14) o governo anunciou que o reajuste da água vai ser maior que 5,4%. Agora que passaram as eleições, como se já não bastasse o sofrimento da população com a falta de água, agora Alckmin que paguemos a conta pela crise que eles geraram com os enormes lucros que foram destinados aos acionistas e a falta de investimentos.

Nacional

A direita reacionária tenta se impor na Câmara de Deputados

Por: Leandro Lanfredi O trabalhador que ler os grandes jornais brasileiros vai se informar que existe um debate entre PT, PMDB e PSDB sobre quem assumiria o cargo de presidente da Câmara de Deputados. Parece mais um jogo da politicagem. Quem é e o que defende Eduardo Cunha?

Dilma: depois da vitória... os ajustes.

Por: Flávia Ferreira Para o “Sr. Mercado†só há uma resposta possível a essa conjuntura: a austeridade, ou melhor, os “ajustes impopulares†, aos quais Dilma já se comprometeu para reestabelecer a confiança dos “investidores†. Seu compromisso é de assegurar os lucros mesmo que esse custo seja pago pelos trabalhadores e o povo pobre que a elegeram.

ATO 1º DE NOVEMBRO

Como combater a direita?

Por: Thiago Flamé Quem viu os vídeos do ato na Avenida Paulista no dia 1 de novembro não pode mais que se indignar com essa direita reacionária que coloca a cabeça para fora defendendo a volta da ditadura. Vê-se o deputado federal recém eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) ao microfone do carro de som aclamando a polícia com uma arma na cintura, ao lado de Lobão (que infelizmente decidiu não ir embora do país) com a bandeira do Brasil nas costas, e grupos de choque hostilizando (...)

Dossiê CRISE DA à GUA

São Paulo

Governo escondeu a crise da água por motivos eleitorais

Por: Gilson Dantas Toda a crise do sistema Cantareira secando e o subsequente desabastecimento, tem a ver com desgoverno, com sucateamento e privatizações de empresas públicas e com escolhas e decisões estratégicas equivocadas por parte do governo. No entanto, desde o início da crise aberta, desde que ela tem estado mais presente no noticiário, o governo tem se empenhado em desconversar.

SABESP

à gua para matar a sede de lucro dos capitalistas

Por: Gilson Dantas O papel do governo e da Sabesp no engendramento da crise foi ativo, decisivo. Mais que problema de estiagem, a verdade é que a crise é do governo e da burocracia da Sabesp. Profundamente privatizada e historicamente sucateada e aparelhada pela politicalha dominante, a Sabesp não esteve à altura da crise e, mais que isso, foi inoperante, fracassou completamente em se antecipar, prevenir e administrar a crise. Ora, onde está a natureza nesse processo? Isso nada tem a ver com estiagem e sim com (...)

UMA EXPLICAÇÃO SÉRIA

Mitos e verdades sobre os motivos para a falta de água

Por: Gilson Dantas Se é certo que a Sabesp e o governo não deram conta de se antecipar e nem de resolver o problema, qual a explicação que eles dão para a crise hídrica? Qual é a “teoria da crise†das autoridades responsáveis pelo abastecimento? Examinemos então a explicação da crise na ótica das autoridades (governo, secretaria de Estado, Sabesp, DNEE).

A crise da água é passageira ou veio para ficar (e piorar)?

Por: Gilson Dantas O discurso de que a crise passará quando vierem as chuvas se transformou no novo mantra oficial. A maior crise hídrica em São Paulo em oitenta anos, talvez em toda a história da metrópole, passou para o discurso oficial como uma marola. Nunca vão assumir que essa política de negar a crise ou naturalizá-la é um problema e um crime contra a população mais pobre, e que minimizar sua gravidade é ainda mais (...)

Um programa dos trabalhadores para enfrentar a crise da água

Por: Gilson Dantas Há que levantar bandeiras que imediatamente permitam aquela confluência e, especialmente, a aliança entre os trabalhadores e povo pobre em defesa da água para todos, da deselitização e desmercantilização desse bem comum. É necessário exigir providências imediatas para que nenhuma família pobre passe qualquer privação de água.

Mulher

ENTREVISTA

O exame Papanicolau, a decadência da saúde e a luta pelos nossos direitos

Gilson Dantas, médico e doutor em sociologia, fala sobre o descaso do Estado frente às necessidades básicas da saúde da mulher.

Direitos democráticos

Movimento Operário

Após greve, Sintusp amplia conselho de base avançando na democracia operária

Por: Diana Assunção A vitoriosa greve dos 118 na USP, para além das conquistas salariais e imediatas, teve uma conquista fundamental, talvez a mais importante: o fortalecimento da categoria de trabalhadores da USP através da democracia operária e do surgimento de uma nova camada de ativistas.

ENTREVISTA

Carteiro pede apoio da população àgreve dos correios

Por: redação do site Palavra Operária O site Palavra Operária entrevistou um carteiro em greve, que preferiu não se identificar para não sofrer retaliação por parte da empresa.

Intensificar a campanha pela readmissão dos metroviários!

Por: Por Fernanda Peluci, trabalhadora da estação Anhangabaú e demitida política reintegrada Se passaram mais de 5 meses da demissão dos metroviários por conta da última greve, e ainda temos 16 metroviários demitidos de forma arbitrária pelo Governo do Estado de SP.

Bruno Gilga, diretor do Sintusp: "Todos àparalisação do dia 26/11!"

Os trabalhadores da USP votaram em assembléia uma paralisação para o próximo dia 26/11, já que após 2 meses da greve não houve nenhuma negociação e já começa o corte de quase 2 mil postos de trabalho.

Juventude

Eleições estudantis

Nossa luta por entidades democráticas, combativas e aliadas aos trabalhadores

Por: Fernanda Montagner, coordenadora do centro acadêmico de ciências humanas da Unicamp Passamos pelo primeiro ano "depois de junho", no qual a luta dos trabalhadores teve destaque especial, um fator fundamental para pensarmos o que será 2015 e quais serão os desafios colocados para a organização dos estudantes.

Internacional

O massacre de Iguala, o regime mexicano e as perspectivas da mobilização

Por: Arturo Méndez, do México Depois de minimizar e ignorar os fatos, desde o regime agora tratam de pôr panos quentes implementando uma política de controle de danos e unidade nacional, preocupados com que a situação não saia do controle.

Detidos declararam ter assassinado os normalistas, os pais exigem provas

Por: Diana Valdez, México DF Na última sexta-feira, em uma coletiva de imprensa, Jesús Murillo Karam, titular da Procuradoria Geral da República (PGR), anunciou que os detidos pelo caso Ayotzinapa declararam ter assassinado os estudantes desaparecidos, mas esclareceu que ainda que não há identificação dos restos. Os pais dos normalistas responderam: “sem provas não aceitaremos a versão de que estão mortos†. No México, a ferida (...)

Manifestações e choques com a polícia em protesto pela morte de Rémi Fraisse

As cidades francesas de Nantes e Toulouse foram o cenário de fortes choques entre a polícia e jovens manifestantes no sábado dia 1 de novembro. Os jovens se manifestavam em repúdio à morte de Rémi Fraisse, o ativista ecologista assassinado no domingo passado por um projétil da polícia.

Esgota-se a paciência

O México que Peña Nieto e o imperialismo não esperavam

Por: Mario Caballero, México DF A terceira jornada nacional de 5/11 mostrou que o profundo descontentamento que vem se expressando no último mês deu um salto importante estimulado pela notória desconfiança nas instituições e o questionamento direto ao governo de Peña Nieto [presidente].

Os ataques do Governo alemão àgreve dos maquinistas

Por: Stefan Schneider, de Berlin Na Alemanha, centro imperialista visto por muitos como o “vencedor†da crise, acontecem poucas greves que tenham se tornado um verdadeiro assunto de Estado. As direções burocráticas dos sindicatos fazem todo o necessário para que as lutas operárias não fiquem fora de controle.

História

A República Democrática Alemã foi socialista?

Por: Stefan Schneider, de Berlin A República Democrática Alemã (RDA) foi fundada em 1949 no antigo setor de ocupação soviético. Diferentemente do primeiro estado operário no mundo - a União Soviética- a RDA não emergiu de uma revolução, e sim, em última instância, foi fundada burocraticamente desde cima.

Breve história da queda do Muro de Berlin

Por: Stefan Schneider, de Berlin Os motivos mais imediatos que levarão à queda do Muro e posteriormente ao colapso do regime stalinista foram questões democráticas como a fraude eleitoral ocorrida na primavera de 1989 e as demandas por liberdade de mobilização, de imprensa e de organização.

Debate na esquerda

Pablo Iglesias e a impossibilidade de superar o capitalismo “sozinhosâ€

Por: Santiago Lupe de Barcelona Nas últimas semanas, a moderação do discurso do líder do Podemos, Pablo Iglesias, tem sido diretamente proporcional ao aumento da intenção de voto nas pesquisas. Uma entrevista realizada no Equador pelo apresentador Jordi Évole, do programa espanhol Salvados, foi o cenário escolhido para um salto de moderação: “Somos muito pequenos para enfrentar o capitalismo sozinhos†.

Ruy Braga e o "Podemos": qual a amplitude dos partidos aceitáveis para a LIT-QI?

Por: André Augusto Ruy Braga, ainda estando no PSTU, se prepara para defender organizações que não se propõem nenhuma revolução social, não pretendem tocar na propriedade privada dos exploradores, e nem sequer se definem como de esquerda. Sua opinião sobre o Podemos, do Estado Espanhol, estampa a razão do por que é tão contrário ao programa de independência de classe frente a todas as variantes burguesas.

ESQUERDA

Para onde vai o PSOL?

Por: Leandro Lanfredi O crescimento eleitoral do PSOL é também o crescimento da falta de independência frente ao PT e crescimento de visões que querem o preparar para administrar o Estado capitalista. Seus modelos internacionais apontam que caminho que querem trilhar.