Palavra Operária Nº 010

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Nacional

Basta de miseria e desemprego

Coordenar e unificar as lutas para impor uma saída dos trabalhadores

Nas últimas semanas, a aprovação no Congresso da medida provisória que eleva o valor do salário mínimo gerou uma grande crise no governo federal. Os setores fiéis a Lula defendiam o aumento do mínimo para R$ 260,00, enquanto a maioria dos parlamentares dos partidos burgueses defendia que este fosse elevado para o valor de R$ 275,00, numa posição demagógica que quer comprar por apenas R$ 15,00 o esquecimento de anos e anos de arrocho salarial durante seus (...)

É necessária uma campanha unificada contra o “ministerialismoâ€

Com a conformação do gabinete do governo Lula, um dos principais representantes da tendência Democracia Socialista, membro da corrente internacional Secretariado Unificado, Miguel Rosseto passou a ocupar o cargo de Ministro de Desenvolvimento Agrário. Como é próprio de um ministro de qualquer administração do Estado capitalista, desde então, Rosseto é um dos responsáveis pela política que o governo Lula descarrega sobre os trabalhadores, incluindo a brutal repressão que os camponeses semterras têm (...)

Lula conquista algum crescimento econômico... precário

Por: Alberto Aguirre Segundo os recentes indicadores do IBGE, o PIB brasileiro apresentou cresicmento de 2,7% no primeiro trimestre de 2004 em relação ao mesmo período do ano passado, e de 1,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Especificamente em relação à produção industrial, o mês de abril de 2004 mostrou expansão de 6,7% em relação a abril de 2003; o acumulado nos primeiros quatro meses de 2004 cresceu 6,1% comparado ao mesmo período do ano passado e o acumulado nos últimos 12 meses teve crescimento de (...)

Um crescimento econômico baseado no aumento da exploração e da opressão da classe trabalhadora

Por: Alberto Aguirre Para garantir a transferência de riqueza aos capitalistas imperialistas através da remessa de lucros e de juros para o exterior e ao mesmo tempo garantir seus próprios lucros, a burguesia brasileira e o governo Lula lançam mão do aumento da exploração e da opressão da classe trabalhadora e do povo pobre.

Um ano e meio de governo Lula

Por: Alberto Aguirre A burguesia e o governo brasileiro entregam todos os anos bilhões para os capitalistas mais ricos do mundo enquanto o povo brasileiro amarga na miséria. No seu primeiro ano de governo, Lula pagou R$ 149 bilhões aos detentores de títulos da dívida interna. “É uma quantia 5 vezes maior que os gastos autorizados com saúde pública, 8 vazes maior que os gastos autorizados em educação, 28 vezes maior do que em transportes (...), 50 vezes maior do que em prevenção do ambiente, 70 vezes maior do que em (...)

Greve das Universidades Estaduais Paulistas

Por: Jaime Caribé A greve das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp), desde 27 de maio, vem enfrentando a intransigência dos reitores e do governo Alckmin, que negam o atendimento das reivindicações em todas as negociações realizadas e, nos últimos dias, aplicam a tática de dividir e isolar os funcionários da USP em relação aos professores e estudantes das três universidades.

Greve das Universidades Paulistas

Abertura imediata da contabilidade das universidades

Por: Mazé Cutinhola Os reitores respondem a exigência dos 16% com sucessivos 0%, sempre com a esfarrapada desculpa de que os “números†, as verbas, não permitem reajustes nem benefícios. Porém, os próprios números apresentados pela Unesp já estão sendo contestados, mostrando que os reitores mentem porque continuam escondendo os verdadeiros números das universidades, que vêm sendo sucateadas com desvios de recursos para as fundações e ações contrárias aos interesses da universidade (...)

Unificar, de fato, a greve de professores, funcionários e estudantes das três universidades

Por: Jaime Caribé A unidade dos três setores e das três universidades não pode ser alcançada sem que os setores mais combativos atuem conscientemente por esse objetivo. Não basta falar em unidade e fazer negociações conjuntas no Fórum das Seis quando, na verdade, a greve dos funcionários, professores e estudantes das três universidades fica sujeita aos mandos das entidades burocráticas e as correntes políticas governistas e petistas que colocam a conservação de seus cargos e seu domínio político acima dos (...)

Hip Hop ocupa a USP em apoio àgreve

No dia 25 de junho, sexta-feira, nós da JRS (Juventude pela Revolução Socialista), organizamos com os trabalhadores da USP o Hip Hop Ocupa USP, um festival com arrecadação para o fundo de greve dos funcionários.

Deflagrada a greve dos judiciários paulistas

Por: Jander Jurra Contra o descaso do Tribunal de Justiça de São Paulo, que não encaminhou o projeto de lei ao Governador ou diretamente à Assembléia Legislativa, os trabalhadores do Poder Judiciário decidiram entrar em greve a partir do dia 30/06/2004. O Tribunal de Justiça reconheceu as perdas da categoria, considerando o índice de 26,39%, baseado nos cálculos do INPC do IBGE. Não encaminhando o projeto de lei, a categoria decidiu por cruzar os braços e exigir o índice de reajuste de 39,19%, baseado no IGPM da (...)

Para unificar, fortalecer e estender as lutas em curso

Construir um Congresso Nacional de delegados de base que supere os obstáculos impostos pelas burocracias sindicais

Por: Daniela Jinkings Atualmente uma importante onda de lutas tem percorrido o país. Os petroleiros paralisaram suas atividades em junho e prometem parar novamente de 13 a 17 de julho. Os estudantes universitários, além de virem travado importantes lutas, como por exemplo as greves das Fatecs e da Unesp em São Paulo e a ocupação da reunião do MEC em Manaus, têm mostrado significativo potencial político em função das discussões nacionais que giram em torno da implementeção da reacionária reforma universitária do (...)

"Radicais" lançam seu novo partido

O PSOL pode ser uma alternativa para os que rompem com o PT?

Por: Edison Salles Nos dias 5 e 6 de junho, num Encontro Nacional em Brasília, foi lançado um novo partido encabeçado pelos parlamentares expulsos do PT e por intelectuais oriundos desse partido. O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) surge como fruto de um aborto do debate sobre a construção de um novo partido em função da experiência dos trabalhadores com o PT.

Juventude

A luta pelo Passe-Livre

Por uma campanha nacional unificada pelo passe livre para toda a juventude, estudantes e desempregados

Por: Natália Viskov Começam a surgir pólos em todo o país da luta dos estudantes secundaristas pelo passe-livre. Tendo Salvador como grande exemplo e marco inicial da luta, onde mais de 20 mil estudantes em aliança com os trabalhadores bloquearam ruas e avenidas, pararam o comércio e economia da cidade por 10 dias.

Encontro contra a Reforma Universitária

Após o Encontro do Rio de Janeiro: organizar a luta nacional contra a reforma universitária

Por: Thiago Flamé O que pretende o governo Lula com a sua “Reforma Universitária†é aprofundar o processo de readequação da universidade pública aos interesses do grande capital e ao mesmo tempo salvar os donos das universidades particulares de sua crise. É a parte que corresponde à universidade no conjunto dos ataques que o governo vem desferindo contra a população.

Realizou-se a I Conferência Aberta da Comuna

Por: Maíra Viscaya , Marília Rocha Após um ano de sua fundação a Comuna realizou no dia 26 de Junho na PUCSP sua I Conferência Aberta. A Conferência contou com a presença de aproximadamente 80 companheiros, entre eles militantes da Comuna e estudantes independentes.

Internacional

Greves na França: Lutas eletrizadas percorrem a França

Por: Jean Baptiste, direto da França Quinta-feira, 24 de junho, quinta jornada de ação para os trabalhadores da EDF e GDF (empresas públicas francesas de eletricidade e gás) em três meses. Hoje os trabalhadores em luta ocuparam 23 centros nevrálgicos de ambas as empresas (centrais térmicas, centros de fornecimento de eletrecidade, de armazenamento de gás, etc). Enquanto isso, outros grevistas levavam a cabo, ilegalmente, ações batizadas de “Robin Hood†, ligando a luz e o gás para as famílias pobres que não podem pagar as contas, (...)

Iraque

A farsa da "transferência da soberania"

Por: Juan Chingo Em 28 de junho, dois dias antes do previsto, e numa “cerimônia†clandestina realizada entre os muros da chamada “zona verde†, sede da Autoridade da Coalizão encabeçada pelo pró-cônsul norte-americano Paul Bremer, sem permitir nem câmeras de TV que transmitissem ao vivo, celulares e sem a menor fanfarra, realizou-se a chamada “transferência de soberania†do novo governo títere (...)

Venezuela

Chaves cede àoposição

Por: Gustavo Dunga, PTS Em Caracas, em 3 de junho, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), apesar das denúncias de fraude, anunciou a validade de mais de dois milhões de assinaturas coletadas pela oposição da Coordinadora Democrática que tenta convocar um referendo revogatório para destituir o presidente Chaves, que originalmente deveria concluir seu mandato em 2006. Começa assim um novo ato do drama venezuelano caracterizado por uma dinâmica de revolução e contra-revolução nos últimos anos. A oposição possui mais (...)

Dor mineira

Os dias passaram, os meios de comunicação vão se esquecendo do que aconteceu em Rio Turbio. Mas todos sabemos que querem ocultar a verdade, todos sabem o que aconteceu e porque querem esconder. Já não há sentido em ficar em silêncio. Nada pode ser como antes, depois desta tragédia, que ninguém duvida em qualificar como assassinato. Ainda não foi dita a última palavra.

A eleições européias

Por: Lucas Pizzuti, PTS Nas recentes eleições da União Européia (UE) o resultado mais importante foi a abstenção. No conjunto dos 25 países, ao redor de 60% não foi votar. Isto foi mais visto nos novos países recém-integrados do Leste, onde se alcançaram os picos de 80% de abstenção na Polônia e Eslováquia. Salvo em casos excepcionais como Itália, Bélgica ou Grécia (onde votou mais de 75%), na maioria dos países se registrou uma taxa de votação sensivelmente menor se comparado com as eleições mais (...)

As eleições na Grã-Bretanha

Por: Alejandra Ríos, FT-Europa As eleições locais e de deputados ao parlamento europeu de 10 de junho representaram um grande surra no governo belicista de Tony Blair. O trabalhismo perdeu 406 bancadas nas eleições locais saindo em terceiro lugar com 26% dos votos, seguido pelos conservadores (37%) e pelos socialdemocratas (29%), obtendo assim a pior porcentagem desde a primeira guerra mundial.