Palavra Operária Nº 001

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Editorial

Contra fome, emprego para todos!

Nosso novo jornal se dirige aos trabalhadores e à juventude explorada e oprimida. A classe patronal, com seus massivos meios de comunicação, publica sua propaganda para continuar sustentando este sistema de exploração dos trabalhadores. Eles criam o desemprego e a miséria, tudo para salvar seus lucros, para que suas propriedades não sofram limites. A fome dos pobres, dos que produzem a riqueza dos outros, isso não importa. O que importa para eles é manter o sagrado e inviolável princípio da (...)

Nacional

O governo Lula

Por: Daniel Matos Há dois meses e meio de governo Lula, as aspirações que os trabalhadores nele depositaram começam a ser frustradas, pois ao invés de atender à s demandas de emprego, saúde, educação e moradia, o governo tem feito tudo ao contrário. Foram tomadas medidas que têm um forte impacto em toda a população, e que se já não estamos sentindo, sentiremos na pele mais cedo ou mais tarde. Mas os efeitos dessas medidas vão na contramão das expectativas dos milhões de trabalhadores que votaram em Lula. Nessa matéria (...)

Contra o desemprego e a fome: emprego para todos!

O governo Lula quer nos enganar com as migalhas do Fome Zero e de seus demais programas assistencialistas. Não podemos aceitar essa farsa! Esses programas não chagem nem perto das reais necessidades da classe trabalhadora e do povo pobre! Para lutar contra o desemprego devemos impor o reparto das horas de trabalho existentes entre todos os trabalhadores, empregados e desempregados, com igual (...)

O papel da CUT no governo Lula-Alencar

A estratégia da conciliação de classes e defesa do capitalismo

Por: Jaime Caribé A CUT, que neste ano completará 20 anos, continua mantendo sua “marca†de “central de esquerda†, “combativa†, “classista†. Esses termos são muito utilizados pela esquerda cutista, principalmente o PSTU, para reafirmar a CUT como uma central antipatronal, antigovernamen-tal e anticapitalsita, ao contrário da Força Sindical, criada em 1990 diretamente como uma central governista, patrocinada por Fernando Collor de Mello, a patronal e o imperialismo, na época, para garantir um braço sindical a esse (...)

O PSTU... na encruzilhada

Por: Jaime Caribé O último jornal do PSTU (nº 145), no artigo “A CUT na encruzilhada†, define que “a Central [CUT] terá de escolher: ou defenderá os interesses imediatos e históricos dos trabalhadores ou se tornará chapa branca do governo, uma central oficialista, que apoiará as reformas neoliberais e os planos do FMI†.

Os sem-terra retomam lutas por suas demandas

Contra a fome, ocupar e produzir: terra pra quem trabalha!

Por: Igor Martins Nas últimas semanas uma série de ocupações de camponeses sem-terras vêm acontecendo em diversos cantos do país, desde o sul, no estado de Paraná, passando por Santa Catarina e no sudeste como São Paulo, até o nordeste como a Bahia, combinando-se com ocupações de prédios públicos do INCRA em Goiânia e Cuiabá. Esse ressurgir de lutas no campo, a dois meses e meio do governo Lula, mostram a grave crise e miséria no campo, onde mais de 70 mil famílias aguardam por assentamentos em diversos acampamentos, e (...)

Internacional

Uma ruptura no equilíbrio capitalista mundial?

Por: Edison Salles As contradições na situação internacional, que desde o final do ano pas-sado vinham numa tendência crescente ao acirramento, atingiram um pico de tensão nos últimos dias, frente à iminente ofensiva imperialista norte-americana contra o Iraque. Se na última reunião do CS da ONU, o Secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, foi incapaz de obter um consenso para uma ação militar imediata no Iraque, agora a situação é ainda mais delicada para o imperialismo (...)

Europa

As mobilizações contra a guerra na Grã Bretanha e a crise do governo de Tony Blair

Por: Alejandra Ríos, FT-Europa Em 15 de fevereiro dois milhões de pessoas saíram às ruas de Londres para manifestar-se contra a guerra, no que foi uma jornada histórica de protesto, porém não foi só Londres que se viu tomada de plaquetas e consignas com o “NÃO À GUERRA!†, 30 mil manifestantes se fizeram presentes em Belfast, Irlanda, e em Glasgow, na Escócia, os protestos reuniram mais de 100 mil pessoas.

As mulheres: vítimas dos conflitos bélicos, combatentes contra a guerra

Por: Andrea D’Atri Este 8 de março não foi igual ao de outros anos. O iminente ataque imperialista contra o Iraque tingiu as mobilizações do Dia Internacional da Mulher com um grande clamor contra a guerra.

Mobilizações anti-guerra no mundo

Como avançar para derrotar a guerra imperialista?

Por: Claudia Cinatti, PTS O 15 de fevereiro foi uma jornada histórica e inédita. Mais de 10 milhões de manifestantes em cerca de 600 cidades, em todo o mundo, saíram às ruas para dizer não à guerra imperialista contra o Iraque. A contundência da mobilização impactou os governos, mas, sobretudo, o estado de ânimo de milhões em todo o mundo que querem deter esta ofensiva.

América Latina

Argentina

"Contenção social", farsa eleitoral e movimentos de luta

Por: Facundo Aguirre, PTS , Ruth Werner, PTS A um ano e três meses das jornadas que derrubaram a De la Rúa, o governo de Duhalde tem conseguido atuar como uma força de “contenção†dos amplos movimentos sociais que atravessam o país e impor seu cronograma eleitoral. Apesar disto, não pôde mudar a seu favor as relações de força com o movimento de massas, que segue sendo a principal ameaça do decomposto capitalismo argentino e de seu frágil regime (...)

Bolívia

Temos que dar o golpe de misericórdia com a mobilização nacional!

Por: Eduardo Molina A Bolívia foi abalada até os alicerces pelas jornadas de 12 e 13 de fevereiro. Quando nos primeiros dias do mês o Governo anunciou um “impostazo†que afetava praticamente todos os assalariados e as classes médias, esperava resistência, mas não imaginava que poria todo o país em estado de rebelião.