Movimento Operário

Pablito Santos: "Exigimos a abertura imediata de todas as contas da USP"

30 Oct 2014   |   comentários

A imprensa acaba de divulgar que a Reitoria da USP soltou comunicado dizendo que irá publicar os valores dos salários de todos os trabalhadores e professores da universidade.

A imprensa acaba de divulgar que a Reitoria da USP soltou comunicado dizendo que irá publicar os valores dos salários de todos os trabalhadores e professores da universidade. Sobre este tema, Pablito Santos, diretor do Sintusp declarou que: "Ainda não está dado que essa notícia se confirme, mas se isso acontecer é preciso, em primeiro lugar, desmascarar o discurso do reitor: não faz isso porque quer, ou para mostrar que a folha salarial é a origem de uma crise financeira na USP; faz isso porque é obrigado, como consequencia da pressão da mobilização de trabalhadores e estudantes e da greve da USP. Fomos os primeiros a exigir a publicação dessas informações, denunciando os altos salários da burocracia universitária."

Pablito também agrega que: "Não foi somente isso que exigimos, queremos a abertura de todas as contas da USP - e das fundações privadas que atuam nela! -, com total acesso às fontes e aos dados brutos. Se a reitoria diz que há uma crise - e que por isso precisa cortar salários, demitir milhares de trabalhadores, entregar e privatizar os hospítais, cortar drasticamente as verbas do ensino e da pesquisa -, então que mostre as contas, que a comunidade universitária, e toda a população que sustenta a USP, possa ver para onde vai o dinheiro! Essa é a maneira mais contundente de desmascarar também a tentativa da Reitoria de aproveitar a publicação dos salários pra dividir os trabalhadores da população. Quer esconder que fomos nós trabalhadores que estivemos em uma vitoriosa greve de 4 meses os que lutamos por saúde e educação pública para toda a população."

Sobre os contratos milionários, a terceirização e a estrutura de poder da USP, Pablito finalizou dizendo "Não são somente os salários, e sim todos os gastos, os contratos milionários com empresas terceirizadas, com as empreiteiras que fizeram dos campi um canteiro de obras, e as negociatas em que os burocratas acadêmicos estão ligados às empresas! Exigimos que o Reitor mostre quanto ganham as fundações privadas, já que acaba de se noticiar também que já passam de 28 mil estudantes frequentando cursos pagos na USP, com estrutura, laboratórios e professores já pagos com o dinheiro público. É por esta perspectiva que continuaremos lutando também para que a Reitoria não implemente uma auto-reforma cosmética do estatuto da USP, mas sim para que os três setores - trabalhadores, professores e estudantes - coloquem de pé uma assembléia estatuinte livre, democrática e soberana."

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