Economia

Os trabalhadores sentem o aumento dos preços de alimentos

15 Dec 2014   |   comentários

A inflação, ou aumento nos preços, tem diversas causas, e é sentida principalmente no bolso dos mais pobres e dos trabalhadores, pois está encarecendo mês a mês os produtos básicos (alimentos e higiene pessoal).

A inflação, ou aumento nos preços, tem diversas causas, e é sentida principalmente no bolso dos mais pobres e dos trabalhadores, pois está encarecendo mês a mês os produtos básicos (alimentos e higiene pessoal). Os alimentos encarecem por motivos que vão desde a crise da água, diminuição de estoque de vendas por conta das exportações e aumento nos custos de produção.

Diante dessa realidade que cobra seu preço do mais pobre, retirando dinheiro dos salários para colocar nos bolsos dos empresários, é necessário lutar pelo reajuste automático dos salários de acordo com o aumento no custo de vida (a escala móvel).

Os últimos dados sobre a inflação dos alimentos, segundo pesquisa realizada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), com base em dados do à ndice de Preços dos Supermercados (IPS/Apas), apontam que em novembro os produtos básicos do dia a dia dos trabalhadores ficaram ainda mais caros.

Segundo a pesquisa, a maior alta foi encontrada no preço da batata, que subiu 60,02%. As carnes também ficaram mais caras em novembro — bife alcatra (5,56%), contrafilé (5,85%) e coxão-mole (0,80%). Na mesma linha, o preço do arroz e do feijão também subiram 2,65% e 1,36%, respectivamente.

Este aumento pesa mais para quem ganha menos. Para os trabalhadores de baixa renda, que recebem menos de R$ 1.086,00 (1,5 salário mínimo), os gastos com alimentação e bebidas representam 30% do total de gastos, ou seja, R$ 325,80 em média.

Pesquisa recente do DIEESE(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontou que o custo de vida em São Paulo no acumulado do ano cresceu em 6,18%. Com maiores reajustes de preços para os grupos: Educação e Leitura (9,61%), Despesas Pessoais (8,77%), Despesas Diversas (8,75%), Alimentação (8,22%) e Habitação (6,90%).

Segundo o DIEESE, o custo da cesta básica em São Paulo comprometeu 52,24% do salário mínimo. Em outubro, o percentual exigido era um pouco menor, de 51,20%. Em novembro de 2013, a parcela do salário mínimo líquido gasta com os gêneros alimentícios também foi semelhante e correspondeu a 52,19%.

Com relação aos preços dos alimentos, os alimentos in natura e semielaborados (2,34%) apresentaram os maiores reajustes de preços em novembro, seguidos pela alimentação fora do domicílio (0,60%) e dos produtos da indústria alimentícia (0,22%). Verificou-se a alta nos preços de raízes e tubérculos (12,95%) – com o aumento de 36,21% na batata; frutas (4,68%) – a maioria das frutas apresentou alta, com destaque para: limão (53,60%), abacate (14,94%), maracujá (10,72%), pera (6,42%) e maçã (5,89%).

Em novembro, houve aumento dos preços do conjunto de bens alimentícios essenciais em 12 das 18 cidades. As maiores altas foram registradas em Brasília (5,86%), Aracaju (3,82%), Goiânia (2,90%) e Campo Grande (2,52%). As reduções ocorreram no Rio de Janeiro (-3,03%), Natal (-2,39%), Recife (-2,29%), Florianópolis (-1,86%), Salvador (-0,81%) e João Pessoa (-0,56%).

São Paulo foi a cidade onde foi apurado o maior valor para os produtos essenciais (R$ 347,96). O segundo maior custo foi observado em Florianópolis (R$ 346,61), seguido por Porto Alegre (R$ 342,62). Os menores valores médios para o conjunto de gêneros básicos foram verificados em Aracaju (R$ 241,72), Salvador (R$ 255,72) e Natal (R$ 258,93).

Em novembro deste ano, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.923,22, ou 4,04 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em novembro de 2013, era menor e correspondia a R$ 2.761,58, ou 4,07 vezes o mínimo da época (R$ 678,00).

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