Quinta 18 de Julho de 2019

Movimento Operário

PREPAREMOS COM O SINTUSP (CONLUTAS) UM GRANDE ENCONTRO REGIONAL DE ORGANIZAÇÕES COMBATIVAS

Os trabalhadores já estão pagando pela crise capitalista

29 Nov 2008   |   comentários

As férias coletivas, PDVs e demissões em multinacionais como GM, Fiat, Volkswagem e também em empresas de auto-peças e eletro-eletrónicos, em São José dos Campos, ABC, Limeira, Rio Claro, Campinas, Manaus são a expressão de que a crise capitalista chegou ao país. Ainda que Lula tente “tapar o sol com a peneira†, as montadoras já decretaram férias coletivas para 41,6% dos seus trabalhadores, em diversas cidades do país. De um lado o governo “esconde†os efeitos da crise para que os trabalhadores fiquem paralisados. Contam com a ajuda das direções sindicais burocráticas ’ CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e Cia. ’ que além de nada ter feito até o momento (a não ser “debates†para meia dúzia) para alertar e mobilizar os trabalhadores apóiam as medidas de Lula de socorro aos banqueiros e aos empresários: “Diante dos riscos de desaceleração da atividade económica, apoiamos o teor das medidas emergenciais tomadas pelo governo. Entretanto, consideramos que são necessárias a adoção de políticas e medidas de contrapartidas sociais que visem a proteção dos trabalhadores e da população pobre†, foi o que esses sindicalistas foram dizer a Lula e aos ministros em reunião no dia 26.

Enquanto isso esses sindicalistas deixam de convocar reuniões, assembléias, encontros e manifestações que sirvam para colocar em marcha um verdadeiro plano de luta em defesa de emprego, salário e direitos, contra as medidas patronais que descarregam a crise em nossas costas, desmascarando as medidas do governo que até agora liberou mais de R$ 150 bilhões de dinheiro público para que os banqueiros e capitalistas enchessem os bolsos especulando em títulos públicos e juros e remetendo dinheiro para fora do país, mostrando quem realmente controla as finanças públicas.

Os trabalhadores devem ser ativos em exigir que os seus sindicatos tomem medidas imediatas para enfrentar a crise económica e os planos patronais e dos governantes, unificando as forças de todas as categorias num plano que prepare ações efetivas ’ atos, manifestações, paralisações e greves ’, única forma de impedir que paguemos com desemprego e salários os efeitos desta profunda e histórica crise capitalista.

Os dirigentes da CUT, da FS e da CTB, com sua política de conciliar os interesses dos patrões e dos trabalhadores, só podem nos levar a aceitar pagar uma parte da crise, sem preparar os trabalhadores para combatê-la. Não oferecem nenhuma alternativa perante a enorme crise que se espalha pelo mundo a partir do centro económico (EUA). O que esta em jogo é quem paga pela crise, e por isso é preciso organizar um verdadeiro plano de lutas para que os capitalistas a paguem. Ao contrário, esses dirigentes nos levarão a aceitar rebaixamento salarial, suspensões de contrato, férias coletivas, retirada de direitos etc., com a falsa promessa de manter os empregos.

Ao invés, os trabalhadores devem se preparar para responder àaltura os ataques que a burguesia já começou a descarregar. Neste sentido nos preparamos para assumir junto com o Sintusp a realização de um Encontro Regional das organizações combativas da Conlutas, que seja aberto a outros setores dispostos a lutar, discutindo e votando as medidas de agitação, organização e luta para enfrentar os ataques patronais e a conivência dos governantes.

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