Internacional

JORNADA NACIONAL DE LUTA CONTRA AS DEMISSÕES EM LEAR

Os trabalhadores da Lear anunciam uma intensificação de seu plano de luta

15 Jul 2014   |   comentários

Os trabalhadores da Lear anunciaram hoje uma intensificação de seu plano de luta pela reincorporação dos 110 demitidos, 100 suspensos sem nenhuma remuneração e pelo regresso de sua comissão interna à planta da fábrica que a autopeças norte-americana tem em General Pacheco (Zona Norte de Buenos Aires) em uma conferência lotada pública realizada no Congresso Nacional, na qual participaram desde à s Mães da Praça de Maio até deputados nacionais e (...)

Os trabalhadores da Lear anunciaram hoje uma intensificação de seu plano de luta pela reincorporação dos 110 demitidos, 100 suspensos sem nenhuma remuneração e pelo regresso de sua comissão interna àplanta da fábrica que a autopeças norte-americana tem em General Pacheco (Zona Norte de Buenos Aires) em uma conferência lotada pública realizada no Congresso Nacional, na qual participaram desde às Mães da Praça de Maio até deputados nacionais e estaduais, além de dezenas de organizações sociais solidárias. Os trabalhadores anunciaram uma nova jornada nacional de luta com piquetes e outras medidas de luta para a próxima quarta-feira, 16 de julho. Antes disso, na terça-feira, dia 15, se manifestarão em frente ao Ministério do Trabalho para exigir sua intervenção frente àevidente ilegalidade em que se encontra a empresa Lear Corporation.

Nora Cortiñas e Elia Espen, fundadoras das Mães da Praça de Maio, estiveram presentes na conferência junto àneta recuperada (filha de desaparecidos da ditadura, criada pelos sequestradores e recuperada pela família) María Victoria Moyano para repudiar a repressão que sofreram os trabalhadores da Lear e as organizações que apoiavam sua luta na terça-feira, dia da jornada nacional de luta, e solidarizando-se com todas as demandas dos trabalhadores. Estiveram presentes e mandaram sua adesão os deputados nacionais Nicolás Del Caño (PTS/FIT), Leonardo Grosso (FPV), Omar Plaini (BCEyT), Virginia Linares (GEN/FAP), Víctor De Gennaro, Antonio Riestra e Claudio Lozano (UP), Alcira Argumedo (Projeto Sur/UNEN), Néstor Pitola (PO/FIT); os deputados estaduais Christian Castillo (PTS/FIT), Diego Rovella (UCR) e Pablo Farías (FAP), e o legislador de Buenos Aires Alejandro Bodart (MST), conformando um extraordinário apoio político àesta luta.

“Hoje, apesar da forte repressão organizada, queríamos fazer valer a medida cautelar que ordena que a empresa deixe entrar nossa Comissão Interna, e frente àsua negativa voltamos a bloquear a entrada da planta que está totalmente paralisada. Na semana que vem vamos intensificar nossa luta, porque quem está agindo ilegalmente é a empresa e nós estamos lutando pelo que é justo: nossos empregos e o direito de nos organizarmos por nossos direitos†, declarou o delegado Rubén Matu, no início da conferência, junto aos seus companheiros da Comissão Interna Silvio Fanti e Gustavo Troccaioli.

Na conferência que durou quase três horas, também tomaram a palavra os trabalhadores da EMFER e TATSA, também em luta pela defesa de seus postos de trabalho, que estavam presentes com uma delegação, Rubén “Pollo†Sobrero, a vice-presidente da APDH nacional Norma Ríos, e o presidente do Movimento Ecumênico pelos Direitos Humanos de Rosario Santiago Bauer, Juan Carlos Giordano da Esquerda Socialista; Vilma Ripoll do MST; Myriam Bregman do PTS e Jorge Cardelli em nome da CTA (Central dos Trabalhadores da Argentina). Também estiveram presentes Luis Zamora, Pepe Peralta (Secretário Geral da CTA Capital), Carlos Chile (dirigente da CTA Nacional), Graciela Rosemblum (Liga Argentina pelos Direitos dos Homens); Diana Kordon (Liberpovo); Antonio Sofía (PCR), Victoria Basualdo (Flacso), Edgardo Moyano (advogado dos trabalhadores e membro do CeProDH (Centro de Profissionais pelos Direitos Humanos) e Hector Heberling (Novo MAS).

Foram lidas as adesões e saudações de Adolfo Pérez Esquivel, a Mãe Praça de Maio Mirta Baravalle, do Encontro Memória, Verdade e Justiça, da Associação de Ex Presos e Desaparecidos, Osvaldo Bayer, Daniel James, Vicente Zito Lema, Noam Chomsky e Diego Morales do CELS.

Os trabalhadores da Lear agradeceram essa extraordinária mostra de solidariedade com sua luta e após o término da conferência foram com uma delegação àsede do Ministério do Trabalho solicitar uma audiência imediata.

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