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Organizar através das bases: das salas de aula àluta unificada com os trabalhadores e o povo!

04 Jul 2013   |   comentários

Frente às grandes manifestações que se espalham por todo o Brasil, vamos Às Ruas questionar a serviço de quem está a universidade. Está a serviço da repressão, como querem Anastasia, Dilma e o reitor da UFMG Clélio Campolina? Ou a serviço dos trabalhadores e do povo?

Frente às grandes manifestações que se espalham por todo o Brasil, vamos Às Ruas questionar a serviço de quem está a universidade. Está a serviço da repressão, como querem Anastasia, Dilma e o reitor da UFMG Clélio Campolina? Ou a serviço dos trabalhadores e do povo? Lutamos pela segunda opção e achamos que o atual momento é uma grande oportunidade para colocar nosso conhecimento e nossas entidades estudantis – CA’s, DA’s e DCE – como centros militantes a serviço das lutas dos que estão fora da universidade pública. Isso porque podemos ver que hoje, além da maior parte dos jovens trabalhadores e pobres serem barrados pelo filtro do vestibular, quando estes saem às ruas por seus direitos Dilma pede e Clélio Campolina gentilmente cede o espaço da universidade para se tornar base de operações do aparato repressivo do Estado a serviço dos interesses de lucro da FIFA e dos capitalistas.

Por isso achamos que a melhor forma de questionamento ao papel que cumpriu a reitoria é mostrar que todo o regime de poder da universidade é antidemocrático e ligado aos mesmos governos capitalistas que reprimem e matam os trabalhadores, a juventude e o povo negro todos os dias nas periferias, morros e favelas. Em uma estrutura de poder realmente democrática a universidade deveria estar ligada aos interesses das organizações de trabalhadores, aos sindicatos, às associações de moradores e de direitos humanos. Hoje, bem diferente disso, fundamentada em um regime de poder autoritário, herdado da ditadura, o reitorado, os conselhos de poder nas faculdades e de gestão de pesquisas e ensino são ligados às empresas capitalistas, racistas, como àVALE (produzindo conhecimento para explorar trabalhadores negros na à frica) e dão abrigo àpolícia e ao exército, dirigidos por torturadores desde a época da ditadura até hoje impunes.

No movimento estudantil, O DCE ligado ao PT, fala que é contra a PM e o exército no campus, mas não diz que devemos ser contra o extermínio da juventude negra realizado pela PM e o exército de Dilma nas favelas e periferias; não diz que devemos ser contra a repressão da Força de Segurança de Dilma aos Guarani-Kaiowas; e não fala contra as tropas brasileiras do Haiti. Ou seja, tentam preservar o governo que defendem. Porém, a raiz dos problemas, seja dentro, seja fora da universidade está em combater justamente os governos do PSDB e do PT que há anos negociam nossos direitos com os setores mais reacionários do país e estrangeiros, como a FIFA.

Se hoje muitos trabalhadores e jovens que não podem ter acesso àuniversidade estão nas marchas buscando respostas frente àprecarização das condições de vida, temos uma chance para nos unificar a eles. Lutando contra a precarização das condições de trabalho e estudo, contra a criação dos maiores centros de educação privados do mundo com ajuda de verbas públicas, como faz os governos do PT e do PSDB. Contra a terceirização dentro e fora da universidade, e seu caldo ideológico racista que afirma que as mulheres, o povo negro, homossexuais mesmo realizando o mesmo trabalho devem ganhar menos. Defendemos que os trabalhadores terceirizados sejam efetivados sem necessidade de concurso! Apenas com a dissolução do Conselho Universitário, que acobertou a entrada da FSN e do exército na UFMG e que mantêm o trabalho semi-escravo na universidade é que a universidade pode ser realmente democrática. Cada pessoa deve ter um voto para existir não a figura de outro Campolina mas sim um governo de estudantes, funcionários e professores, com maioria estudantil, que é o que poderia colocar abaixo as heranças da ditadura na universidade dita democrática.

Devemos seguir em frente a proposta discutida na Assembleia da Fafich de buscar dialogar com os trabalhadores, moradores e estudantes de escolas públicas de perto da universidade, para discutir com esses que a universidade deve ser um espaço de organização e luta dos trabalhadores e de todo o povo. Dizer a estes para que nos organizemos juntamente de forma com que façam assembleias nos locais de estudo e trabalho e assim façamos conselhos de todas as assembleias para nos coordenarmos juntos em conselhos de assembleias. Queremos fora PM do campus para que todos os setores de juventude, de trabalhadores, trabalhadoras terceirizadas de dentro da universidade e os que moram aqui perto vejam esse lugar como livre território de organização e luta. Fora a PM dos morros e favelas! Coloquemos nosso conhecimento a serviço de um Plano de Obras Públicas e da Estatização do Transporte sobre controle dos trabalhadores e dos usuários.

Estivemos junto de outros estudantes da filosofia no bloco votado na Assembleia da Filosofia com estudantes de toda a FAFICH, levando a bandeira de que devemos nos organizar desde as bases. Nesse sentido, achamos que devemos tirar os que hoje defendem os governos capitalistas e recuperar nossos CA’s, DA’s e o DCE como entidades militantes.

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