Gênero e Sexualidade

Organizações de mulheres realizam ato contra a criminalização do aborto no ABC

01 Mar 2015 | Na tarde dessa sexta-feira, 27, diversos movimentos e organizações de mulheres realizaram uma manifestação em frente ao Hospital São Bernardo pela descriminalização do aborto. Onde uma jovem de 19 anos passou a noite presa e na manhã seguinte levada a delegacia por ter realizado um aborto. O protesto questionava a postura do medico que segundo o próprio Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), violou o sigilo médico ao chamar a polícia.   |   comentários

A manifestação em frente ao hospital ocorreu com diversas intervenções e leitura de poemas e poesias escritos por mulheres tratando do tema. O objetivo era repudiar a atitude do médico e do hospital, colocando em pauta uma histórica demanda do movimento de mulheres: a descriminalização e legalização do aborto.

As mulheres do Grande ABC foram marcar presença e dizer que casos como esse não serão aceitos. Há menos de duas semanas para o 8 de março, diziam em alto e bom som que o corpo das mulheres não pertencem ao Estado! Denunciavam que por ano milhares de mulheres morrem vítimas de abortos clandestinos, e as que sobrevivem ou são discriminadas no atendimento ou são tratadas como criminosas.

Nós do grupo de Mulheres Pão e Rosas que estivemos presentes denunciamos a violência do Estado contra as mulheres. Jenifer Tristan, militante do Pão e Rosas no ABC comentou: "O Estado não garante educação sexual nas escolas para que a juventude se eduque e tenha o direito de decidir, não garantem a distribuição gratuita e sistemática de métodos contraceptivos para que a gravidez seja evitada. E enquanto as mulheres são criminalizadas, e mortas o estado segue nos culpando. Ao contrário do que muitos esperavam de uma presidente mulher, Dilma não deu nenhum passo para garantir que as mulheres deixassem de morrer por aborto clandestino. Pelo contrário fez alianças com bancada evangélica e com os setores mais conservadores rifando a vida das mulheres†.

Após a leitura das poesias, as manifestantes se arrumavam para deixar o hospital enquanto cantavam: " Milhares de mulheres mortas, aborto clandestino não! Eu quero k direito ao meu corpo, eu quero a legalização!†.

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