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Operário do COMPERJ: “Minha família está desestruturadaâ€

16 Feb 2015   |   comentários

Palavra Operária - Greve dos Trabalhadores do Comperj Fev/2015 - YouTube

O Jornal Palavra Operária entrevistou Paulo Fernando, um destes trabalhadores, um olhar de dentro do que a imprensa não mostra: o lado de milhares de trabalhadores que sofreram o calote da Petrobras e da Alumini

Na manhã da quinta-feira passada, mais de uma centena de trabalhadores compareceu na porta da sede da Petrobrás, na Avenida Chile, para reivindicar seus direitos. O Jornal Palavra Operária entrevistou Paulo Fernando, um destes trabalhadores, um olhar de dentro do que a imprensa não mostra: o lado de milhares de trabalhadores que sofreram o calote da Petrobras e da Alumini.

http://youtu.be/Y0jQqlsYCOA

São 2500 trabalhadores do canteiro de obras do COMPERJ que estão há três meses sem receber seus salários, vale alimentação ou plano de saúde. São trabalhadores terceirizados, a empresa Alusa, que opera em diversas regiões do Brasil, que não tem como sustentar suas famílias e correm o sério risco de não ter aonde morar no Rio de Janeiro. Além deles, mais 460 trabalhadores deste canteiro de obras entraram de férias em novembro e também ficaram sem receber. A greve já é notícia nacional. Virou assunto da mídia burguesa com o corte da ponte Rio-Niterói virando destaque na grande imprensa, com a Globo encabeçando uma campanha contra os trabalhadores, falando demagogicamente em “direito de ir e vir†.

Na sexta-feira 13/2 a justiça federal proibiu de qualquer pessoa sindicato ou organização de realizar passeata ou manifestação que implique a obstrução da ponte Rio/Niterói. Um claro ataque aos movimentos de trabalhadores e movimentos sociais. Paulo também denuncia o Sintramon, que virou as costas para os trabalhadores, numa atitude que só favorece o calote da Alusa e da Petrobrás.

Na sexta-feira, terminou de tramitar no TRT-RJ o processo judicial que sentenciou a Alumini e a Petrobras a pagar os trabalhadores. A justiça do trabalho deu àPetrobras e a Alumini a possibilidade de recorrer da decisão, e ambas já anunciaram que irão recorrer assim que intimadas, ganhando mais seis meses de prazo até que o processo seja julgado novamente. Prazo que se traduz em mais seis meses de precarização da vida de quase 3mil trabalhadores e suas famílias que resistem numa difícil luta contra a frente Patronal, o sindicato e o Governo Dilma através da Petrobrás.

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