Domingo 21 de Julho de 2019

Juventude

POR QUE LUTAR POR UM PARTIRO REVOLUCIONÃ RIO COM A LER-QI

O papel da juventude na construção do partido revolucionário

15 Nov 2008 | “A vida é bela. Que as gerações futuras a limpem de todo o mal, de toda opressão, de toda violência e possam gozá-la plenamente†Leon Trotsky Testamento escrito no México em 27 de fevereiro de 1940   |   comentários

Nos últimos anos, não somente o movimento estudantil vem ressurgindo em vários países e no Brasil, mas a juventude trabalhadora também vem se colocando em movimento com a recomposição das lutas operárias. Foram lutas importantes, que encaramos como preparatórias e antecipatórias de grandes processos nos quais estamos chamados a atuar como sujeitos revolucionários nesta etapa que se abre com a crise económica, que mal começou e já está levando a juventude massivamente às ruas em vários países como Itália, Alemanha e Espanha, onde se luta contra as reformas educacionais. Até nos EUA, a juventude expressou que está mobilizada, ainda que por agora de maneira distorcida nas eleições e com muitas ilusões em Obama.

A mobilização da juventude tende a se aprofundar com a desilusão de setores cada vez mais amplos com o capitalismo, em particular da juventude que não carrega nas suas costas as derrotas do passado e está cheia de energias e anseios para a vida, o que se choca com o capitalismo em decadência. Somos nós, assim como os negros e as mulheres, que seremos os primeiros atacados, já que sofremos mais com o desemprego, com os trabalhos mais precários e o dinheiro da educação pública está indo massivamente para salvar os capitalistas da crise.

Esse papel que a juventude vem cumprindo e pode cumprir num patamar superior nos próximos processos de luta, se fortalece qualitativamente se pensamos estrategicamente e nos dedicamos àtarefa de construir um partido revolucionário, tarefa que Leon Trotsky, que viveu e dirigiu uma grandiosa revolução junto a Lenin, dizia que “nos aporta a maior das felicidades: a consciência de que participamos da construção de um futuro melhor, de que carregamos nas nossas costas uma parte do destino da humanidade e de que nossas vidas não foram vividas em vão†.

A juventude pode aportar para essa perspectiva de diversas maneiras. Em primeiro lugar, podemos fazer elaborações teóricas, estratégicas e programáticas para resgatar e recriar o marxismo, não como um dogma, mas como teoria viva e guia para ação revolucionária. Por isso, impulsionamos a revista Iskra, que queremos que se transforme numa ferramenta organizadora de jovens que querem se forjar como intelectuais orgânicos da classe trabalhadora, que consiga superar o marxismo acadêmico descolado da prática e a esquerda sindicalista que despreza a teoria.

Apoiamos as lutas dos trabalhadores que estão na mira dos capitalistas frente àcrise, não somente prestando solidariedade ativa, mas discutindo com eles os grandes problemas da sociedade, como fazemos nos piquetes que realizamos do Jornal Palavra Operária nas fábricas e locais de trabalho.

Podemos ser dentro das universidades a voz dos trabalhadores, seguindo os grandes exemplos que o movimento estudantil já deu quando superou o corporativismo e levantou as demandas dos trabalhadores e do povo pobre, como no maio francês de 68. É essa perspectiva que o movimento estudantil internacional volta a apontar, abrindo novas perspectivas para a luta por um movimento estudantil anti-capitalista e pró-operário.

Essas são somente algumas das tarefas apaixonantes que chamamos a juventude a realizar junto a LER-QI.

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