Movimento Operário

CURSO DE FORMAÇÃO POLà TICA PARA TRABALHADORES

"O marxismo revolucionário nos dá as ferramentas para enfrentar a burguesia no Brasil e no mundo"

05 Feb 2014 | Entrevistamos Claudionor Brandão e Pablito Santos, diretores do Sintusp e militantes da LER-QI sobre o curso de formação política para trabalhadores “Desvendado a exploração capitalista†que ocorrerá nos próximos dias 15 e 16 de fevereiro em São Paulo.   |   comentários

Entrevistamos Claudionor Brandão e Pablito Santos, diretores do Sintusp e militantes da LER-QI sobre o curso de formação política para trabalhadores “Desvendado a exploração capitalista†que ocorrerá nos próximos dias 15 e 16 de fevereiro em São Paulo.

Quais serão os principais conceitos apresentados no curso?

Brandão: Neste curso vamos resgatar a ideia de que o trabalho é uma necessidade para produzir a existência humana. A partir daí vamos debater as definições sobre forças produtivas, meios de produção e os diferentes modos de produção ao longo da história da humanidade, para entendermos como foi a formação das classes sociais e como se constituíram as relações de produção. Nós queremos resgatar a ideia de que a luta de classes é o motor da história, o que continua sendo comprovado ano a ano. São estes conceitos que permitem analisarmos melhor a realidade em que vivemos e desmascarar operações ideológicos que buscam ocultar a exploração capitalista ou dizendo diretamente que a classe operária não mais existe, ou então querendo nos fazer crer que somos parte da “classe média†.

O curso de baseia em quais ideias?

Brandão: O curso se baseia nas ideias do marxismo revolucionário, ou seja, resgatará em especial as ideias básicas desenvolvidas por Karl Marx no século XIX mas que foram ideias aplicadas na prática pelas gerações seguintes de trabalhadores revolucionários em todo o mundo, levando adiante esta corrente de ideias mas também de ação. Ao contrário dos que dizem que o marxismo está ultrapassado e é coisa do século passado, nós queremos com este curso reafirmar que o marxismo revolucionária nos dá as ferramentas não somente para entender a exploração capitalista, mas para enfrentar o capitalismo e subverter esta ordem impondo uma nova sociedade sem opressão e exploração.

Qual o objetivo do curso e sua relação com a prática atual dos trabalhadores?

Pablito: Nosso objetivo é demonstrar que as ideias e a teoria revolucionária estão a serviço da organização e da luta dos trabalhadores em aliança com todos os oprimidos. Queremos demonstrar que a luta de classes é nacional na forma, mas internacional no conteúdo. E que, ainda que os capitalistas queiram descarregar a crise que eles próprios criaram em nossas costas, é possível resistir. O ano passado demonstrou que nas ruas é possível conquistar direitos. Nós queremos resgatar a história da classe operária, que já tomou o céu por assalto, pra mostrar o capitalismo não tem nada a nos oferecer, senão miséria e exploração. Não podemos ter nenhuma confiança em governos como o do PT, que apesar da ilusão de muitos trabalhadores, trata-se de um governo pros patrões. Não podemos ter nenhuma confiança nas burocracias sindicais. Temos que confiar em nossas forças, na unidade de nossa classe, nos métodos operários, na aliança com estudantes e setores oprimidos, e na teoria que já dizia que a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores.

Ao final do curso também queremos sinteticamente passar pelas lutas atuais dos trabalhadores – neste exato momento a heroica greve dos motoristas e cobradores de ônibus em Porto Alegre – que num ano onde a burguesia vai estar de olho na Copa, a população pode ficar sem água, sem luz, sem transporte e sem vários serviços básicos. É nossa tarefa responder a essa situação com programa, mas também com organização, buscando construir uma corrente nacional de trabalhadores que possa, na teoria e na prática, implementar estas ideias.

Brandão: É por isso que em junho, diante de milhões nas ruas, em todo o país, viemos colocando que a esquerda que se diz socialista e revolucionária mostrou-se incapaz de aproveitar as novas condições objetivas e subjetivas para avançar como alternativa classista e revolucionária. Para que o espetacular levante da juventude e das massas em junho tivesse força para dobrar os governos e a patronal, inclusive superando, mesmo que parcialmente, as barreiras impostas pelas burocracias sindicais (CUT, Força Sindical, UGT etc.), faltou uma organização revolucionária. Na nova etapa aberta, na qual a luta de classes mostrará a imensa força política e social da classe trabalhadora em aliança com todos os oprimidos e explorados, a tarefa urgente é acelerar os passos para a construção de um partido revolucionário de trabalhadores. Para isso, a teoria marxista revolucionária terá papel preponderante para forjar um movimento operário revolucionário - classista, anticapitalista, anti-imperialista, internacionalista. Sem teoria revolucionária não há prática revolucionária, já dizia Lenin.

Quando? Nos dias 15 e 16 de fevereiro, a mesma sessão nos dois dias, cada um pode escolher qual é a data mais conveniente para participar

Que horas? Começa às 16h e após o curso haverá cerveja e música

Onde? Na Casa Socialista Karl Marx, uma Casa de Cultura e Política que fica na Praça Américo Jacomino, n49 em frente àestação de Metrô Vila Madalena

Direcionado para quem? Chamamos todos os trabalhadores e trabalhadoras, operários de fábricas, terceirizados, donas de casa, desempregados, tragam suas famílias (haverá creche) e venham discutir estas ideias conosco.

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