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O governo grego diz que está pronto para aplicar reformas, mas sem ultimato

10 Feb 2015 | O governo grego está pronto para aplicar um grande programa de reformas mas não está disposto a negociar sob a ameaça de “nenhum ultimato†, assegurou hoje seu porta-voz, Gavriil Sakelaridis.   |   comentários

O governo grego está pronto para aplicar um grande programa de reformas mas não está disposto a negociar sob a ameaça de “nenhum ultimato†, assegurou hoje seu porta-voz, Gavriil Sakelaridis.

“Não admitiremos nenhum ultimato. Isso deve ficar claro. Nossa intenção é negociar de boa fé com todas as instituições europeias para alcançar um acordo benéfico para todos†, destacou Sakelaridis em uma entrevista com a emissora de radio “Vima fm†.

O porta voz do governo reafirmou que “o Syriza nunca anunciou uma anulação unilateral da dívida grega†e que, pelo contrário, apresentou suas propostas “para uma redução razoável†.

Sakelaridis salientou que o sistema bancário grego não tem problemas urgentes de liquidez pois “utilizou até agora somente a quinta parte da quantidade de dinheiro que poderia pedir emprestado através do mecanismo urgente de provisão de liquidez (ELA)†.

Na reunião do Grupo de Trabalho do Euro realizada na quinta-feira em Bruxelas todos os países da zona do euro exigiram a Grécia que solicite oficialmente uma prorrogação do programa de resgate existente e se comprometa a cumprir todos os compromissos do governo anterior, assinalaram hoje fontes do Ministério de Finanças grego.

“Nos colocaram a faca no pescoço. Se fizéssemos tal acordo nosso governo cairia†, disse a fonte que esclareceu que “romper as negociações não é uma opção†.

Atenas “apresentará na reunião extraordinária da Zona do Euro dia 11 de fevereiro suas propostas para um programa de reformas e insistirá na necessidade de buscar uma solução para garantir a Grécia a liquidez necessária†acrescentou.

“Inclusive, o Executivo anterior (Nova Democracia), com todas as deficiências, resistiu durante oito meses a aplicação dessas medidas (prevista no programa de ajustes), que provocariam uma redução drástica das pensões, aumentariam as demissões e afetariam de modo negativo os salários†, explicou a fonte do Ministério.

Syriza ganhou as eleições de 25 de janeiro com a promessa de por fim ao programa atual de resgate da Grécia e negociar com os sócios europeus um novo programa de reformas, sem os arrochos atuais, com medidas para reanimar o crescimento e com uma renegociação da dívida pública.

Os ministros de Finanças da Zona do Euro realizarão uma reunião extraordinária na próxima quarta para analisar como proceder com o apoio financeiro a Grécia, em preparação às conversas entre líderes da União Europeia sobre o tema no dia seguinte, declararam funcionários oficiais.

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