Repressão na USP

SOLIDARIEDADE

Nota da Corrente Professores pela Base

15 Feb 2013   |   comentários

A Corrente Professores Pela Base se dirige aos trabalhadores de
conjunto e aos professores em especial para denunciar e veementemente
repudiar a ação do Ministério Público de Estado de São Paulo, que
denuncia por crime de formação de quadrilha, entre outras coisas, 72
estudantes (e funcionários da Universidade de São Paulo), muitos deles
futuros professores. Esses lutadores foram presos em uma ação violenta
da Polícia Militar durante a desocupação da Reitoria da USP, em 2011.

Essa é a mesma polícia que sempre reprime as ações que os professores
realizam, como a brutal repressão que sofremos um ano antes da
desocupação da Reitoria da USP, essa é a mesma polícia que assassina
nossos alunos e que vivem dentro de nossas escolas. Esse mesmo governo estadual que não cumpre a jornada do piso, que nos paga salários aviltantes e que é responsável por São Paulo, o principal estado da Federação, ter um desempenho sofrível em qualquer avaliação. Esse
mesmo Ministério Público que não garante a aplicação de uma série de
leis, como a própria jornada do piso. São esses, na pessoa da
fascistoide promotora Eliana Passarelli, que hoje chamam estudantes e
trabalhadores da USP de bandidos e criminosos. Para os integrantes da
Corrente Professores Pela Base criminoso é Renan Calheiros, que
renunciou àpresidência do Senado envolvido em mais um dos muitos
escândalos que assolam Brasília e que de tempos em tempos vêm a tona.
Bandido e criminoso é Carlinhos Cachoeira, que se beneficiava de
acordos tanto com Petistas como Tucanos. Criminoso é João Grandino
Rodas, lambe botas de Serra e Alckmin que absolveu o Estado de vários
crimes na ditadura militar e hoje é o reitor da melhor Universidade da
América Latina). Os 72 denunciados, longe de ser bandidos ou
vagabundos na verdade estavam lutando contra uma (entre tantas) ações autoritárias do reitor, que tal como seus chefes da ditadura tentava
militarizar a USP, vale lembrar que esse ataque aos estudantes não foi
o único nem o ultimo perpetrado pelo Reitor Grandino .

A Corrente Professores Pela Base também denuncia que essa tentativa de processar os 72 estudantes e trabalhadores, lutadores em defesa da
educação pública e da democratização da universidade, se insere em uma
escalada de criminalização e ataques aos movimentos sociais com a
perspectiva de expulsar estudantes e demitir trabalhadores.

Nesse sentido, nos colocamos ombro a ombro com os 72 denunciados e com todos os que ousam lutar por uma educação pública gratuita e de
qualidade para o conjunto dos filhos e filhas da classe trabalhadora.

Artigos relacionados: Repressão na USP









  • Não há comentários para este artigo