PAULA BLUME

Nós da LER-QI estamos ao lado da companheira Paula Blume! Que os governos brasileiro e argentino garantam sua cirurgia já!

01 Aug 2013   |   comentários

No dia 23 de julho a estudante de História da UFRGS, Paula Blume de 22 anos, sofreu um trágico acidente automobilístico quando viajava àNeuquén, Argentina, para fazer uma visita àFábrica de Cerâmica Zanon, rebatizada de Fábrica Sem Patrões (FaSinPat, em espanhol) depois que foi ocupada por seus operários e posta a produzir sob controle dos trabalhadores desde 2001. A visita àfábrica é só mais uma das atividades de Paula Blume como historiadora, estudante e pesquisadora. A companheira Paula Blume trabalha no Arquivo do Estado e é pesquisadora no projeto “Marcas da memória: O Movimento de Justiça e Direitos Humanos contra as ditaduras do Cone Sul e sua conexão repressiva†, além de ser uma reconhecida ativista pelos direitos humanos.

Paula fraturou a bacia e uma vértebra da coluna (L2), e quanto mais tarda a cirurgia de que necessita, mais aumenta o risco de ficar paralítica. Ela se encontra, até o presente momento, hospitalizada na cidade de Santa Rosa, Província de La Pampa, no Hospital Dr. Lucio Molas, esperando uma cirurgia que deve substituir a vértebra fraturada por uma prótese. Paula e sua família, como milhões de trabalhadores e jovens de todos os países, não possuem plano de assistência médica e são vítimas do descaso dos Estados, que precarizam o sistema de saúde público em função de garantir os enormes lucros dos capitalistas.

Agora, a situação de Paula encontra-se marcada por uma encruzilhada burocrática. Ao não possuir cidadania argentina e nem seguro de saúde, sua cirurgia está tardando em ser realizada. Esta demora atinge não apenas suas condições físicas, como aprofunda o seu sofrimento psicológico, bem como de sua família, amigos e companheiro(a)s de luta. Apesar das manifestações de apoio dos funcionários do próprio hospital público em que está, essa situação é fruto de um descaso das autoridades que precisa ser solucionado, com a realização da cirurgia imediatamente. Afinal Paula já está completando quase 15 dias na cama, sofrendo com dores, por conta de trâmites burocráticos. Nada pode justificar que esta espera se alongue.

O governo brasileiro informou que por lei não está obrigado a arcar com nenhuma despesa. Isso é um absurdo, que demonstra a continuidade no exterior da política de falência da saúde pública que existe em nosso país. Não podemos aceitar que uma jovem passe por todo esse sofrimento, sem que ninguém se responsabilize. Devemos lutar para que o caso de Paula Blume não se some às das inúmeras vítimas do descaso das embaixadas e consulados mundo afora, que são velozes para atender todos os problemas dos negócios das empresas capitalistas transnacionais, mas deixam os cidadãos mortos ou vítimas de acidentes ou de conflitos políticos graves carentes de qualquer auxílio sanitário, humanitário, legal ou clínico.

Nós, da LERQI, estamos com todas as nossas forças desde o início ao lado de Paula Blume nesta luta para sua terapia, regresso e recuperação, chamamos todos aos lutadores, professores, pesquisadores, ativistas, trabalhadores e a todos aqueles que acreditam que o direito àsaúde deve estar acima de qualquer coisa, a se somarem àcampanha de solidariedade àPaula Blume. Esta campanha já está sendo impulsionada por estudantes e professores de Porto Alegre em uma vigília na frente do Consulado Argentino em Porto Alegre! Precisamos garantir que as autoridades argentinas e brasileiras arquem com todos os custos o mais brevemente possível da cirurgia de Paula, assim como sua recuperação e traslado aos hospitais brasileiros em Porto Alegre!

PAULA BLUME RESISTE!









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