Internacional

No México, marcharam milhares de trabalhadores pelos 43 estudantes desaprecidos

24 Nov 2014   |   comentários

Na Jornada Global em Solidariedade com Ayotzinapa, que se realizou neste 20 de novembro, sindicatos da União Nacional dos Trabalhadores (UNT) pararam os trabalhos e se somaram às mobilizações no centro da Cidade do México.

Em um fato histórico, dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras realizaram na quinta-feira uma paralisação total de atividades no marco da jornada de Ação Global por Ayotzinapa. Uma massiva coluna com trabalhadores de distintos sindicatos saíram a manifestar-se pela aparição com vida dos 43 normalistas. Ao grito de "Fora Peña Nieto!", marcharam ao Monumento da Revolução, no Zócalo da capital.

Na Jornada Global em Solidariedade com Ayotzinapa, que se realizou neste 20 de novembro, sindicatos da União Nacional dos Trabalhadores (UNT) pararam os trabalhos e se somaram às mobilizações no centro da Cidade do México.

O Sindicato de Telefonistas da República Mexicana (STRM) acordou realizar uma paralisação de trabalhos em solidariedade aos estudantes normalistas de Ayotzinapa: os cerca de 60.000 trabalhadores que agrupa este sindicato em todo o país suspenderam suas atividades desde as 8h do 20N até as 24h do mesmo dia.
Desde a década de 1980 este sindicato não parava seus trabalhos como método de luta e manifestando sua indignação, nem por reivindicações próprias nem em solidariedade com outros setores, como fez agora.

As trabalhadoras e trabalhadores de outros sindicatos também se uniram às mobilizações convocadas para este dia, o Sindicato dos Trabalhadores Independentes da Universidade Autônoma do México (STUNAM), o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Universidade Autônoma Metropolitana (SITUAM), a Aliança de Rodoviários do México (ATM) e a Associação Sindical de Pilotos Aviadores (ASPA), entre outros marcharam repudiando o massacre contra os estudantes e repudiando o governo de Enrique Peña Nieto.

Viram-se marchar grandes contingentes: o STRM com ao redor de 8.000 trabalhadores, o STUNAM com 6.000; levantando as bandeiras do movimento estudantil que há quase dois meses reivindica a aparição com vida dos 43 estudantes normalistas desaparecidos.

A força da indignação fez com que cada vez mais mexicanos saiam às ruas, e ainda que não seja a primeira mobilização por Ayotzinapa na qual participam os sindicatos, a participação das trabalhadoras e dos trabalhadores com seus próprios métodos de luta começou a ser parte desta forte conjuntura nacional.

São as trabalhadoras e os trabalhadores de base os que hoje se pronunciam pela apresentação dos estudantes normalistas de Ayotzinapa e acusam o governo de Peña Nieto por este crime. O peso da organização desde esta base será determinante para a realização efetiva de uma greve geral.

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