Juventude

No IFCH, a recepção foi em apoio aos professores e sem opressão

11 Feb 2015 | Hoje começam as matrículas nas três estaduais paulistas, USP, UNESP e UNICAMP, onde se verificaram casos atrozes de opressão nos "trotes" aos ingressantes. Desde o CACH-Unicamp, nos opomos absolutamente a esta concepção opressiva e meritocrática, e realizamos uma recepção integrada, sem opressões e aliada aos trabalhadores.   |   comentários

Hoje começam as matrículas nas três estaduais paulistas, USP, UNESP e UNICAMP, universidades que nas últimas semanas entraram nas capas dos jornais por conta dos escândalos dos “trotes†opressivos, onde os ingressantes foram humilhados, e torturados, com casos de estupro, de queimaduras por ácido e tantas mais atrocidades.

Hoje começam as matrículas nas três estaduais paulistas, USP, UNESP e UNICAMP, universidades que nas últimas semanas entraram nas capas dos jornais por conta dos escândalos dos “trotes†opressivos, onde os ingressantes foram humilhados, e torturados, com casos de estupro, de queimaduras por ácido e tantas mais atrocidades. Esses escândalos apareceram, na maioria, nos cursos de medicina, uns dos mais concorridos, mas sabemos que práticas assim são estendidas a vários cursos, e na grande maioria, se não na totalidade, ocorrem com consentimento da Reitoria e direções de cursos, como estamos vendo na CPI dos trotes.

No Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, foi organizado pelo Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) uma recepção sem qualquer tipo de opressão e violência, prática já histórica do instituto, mas que esse ano tem um novo peso no sentido de demarcar que se as Reitorias são coniventes com a opressão, as estudantes por sua vez não vão aceitar. Segue abaixo um vídeo gravado na hora pelas estudantes.

Esse ano também mostraram sua solidariedade aos professores demitidos pelo governo Alckmin, com faixas dizendo “Professor na rua, e o nosso futuro?†, para denunciar as demissões e o descaso com a educação. Tatiane Lima, coordenadora do CACH disse “num ano que começa com tantos ataques tanto do Alckmin demitindo professores, sem contar a falta de água, como os cortes da Dilma, onde o maior foi na área da Educação, sabemos que as Universidades também serão afetadas e queremos já no ingresso dos estudantes mostrar que tanto estamos do lado dos trabalhadores, como não vamos deixar que os governos ataquem a educação†.

Principalmente em um instituto onde a maioria dos estudantes ingressa para ser professores de história ou sociologia, com as demissões e o fechamento das salas de aula no estado, não só dezenas de estudantes ficarão sem emprego, mas também todo o conhecimento adquirido na Universidade que deveria se voltar para a população é cortado, tornando assim a universidade ainda mais desligada da cidade. Pela tarde a ingressada deve seguir com música, integração e debates políticos.

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